
Grupo Fictor: Recuperação Judicial e Crise do Banco Master
Reprodução
O Grupo Fictor, composto pela Fictor Holding e seu braço de investimentos, a Fictor Invest, protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no último domingo. A medida, que busca reestruturar um passivo declarado de R$ 4 bilhões, foi diretamente associada pela companhia à liquidação do Banco Master, um episódio que, segundo o grupo, gerou um dano severo e imprevisto à sua reputação.
Em sua petição, o grupo sustenta que a liquidação do Master pelo Banco Central do Brasil desencadeou uma onda de especulações no mercado, resultando em um "grande volume de notícias negativas" que abalaram a confiança de credores e parceiros comerciais. A Fictor argumenta que, embora não tivesse mais vínculo direto com a instituição financeira no momento de sua quebra, a sua imagem foi contaminada pela crise.
O objetivo principal do processo, conforme declarado, é obter fôlego para reequilibrar a estrutura financeira, proteger o caixa e, assim, assegurar o cumprimento dos compromissos com todos os seus credores de forma organizada e sob supervisão judicial.
Enquanto a Fictor inicia sua batalha legal pela sobrevivência, o desfecho para os credores diretos do conglomerado Banco Master avança em outra frente. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou que o processo de ressarcimento aos depositantes e investidores da instituição liquidada atingiu uma marca significativa. De acordo com o FGC, 87% do montante total devido aos credores já foi pago.
A operação de pagamento, uma das maiores da história do fundo, já distribuiu valores que ultrapassam a casa dos R$ 35 bilhões, beneficiando um total de 612 mil pessoas físicas e jurídicas que tinham recursos depositados no banco.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


