
Greve dos Correios
Reprodução
A crise nos Correios segue gerando impactos mesmo após o fim da paralisação dos trabalhadores. O acordo trabalhista, mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho, encerrou a greve de 15 dias, mas atrasos nas entregas continuam sendo registrados em várias regiões do país.
Segundo avaliação da ministra do TST Maria Cristina Peduzzi, a decisão de manter cláusulas da convenção coletiva pode agravar ainda mais a situação financeira dos Correios. A magistrada destacou que o acordo preserva benefícios negociados em um período em que o prejuízo da estatal era menor, ignorando o crescimento expressivo do rombo financeiro.
Dados apresentados no julgamento apontam aumento de cerca de 183% no prejuízo da empresa, crescimento superior a 55% nas despesas administrativas, que se aproximaram de R$ 5 bilhões, e queda da receita líquida de R$ 14 bilhões para pouco mais de R$ 12 bilhões em nove meses de 2025. Um dos principais fatores de pressão nas contas é o aumento dos gastos com benefícios a empregados.
Especialistas avaliam que o acordo trabalhista não resolve o problema estrutural da empresa e cria despesas permanentes em um cenário de caixa pressionado. A preocupação é que a falta de contrapartidas de produtividade e eficiência transfira o custo para o contribuinte e comprometa a sustentabilidade dos Correios no médio e longo prazo.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


