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Cunhada de Toffoli nega que marido seja dono de Resort

Reportagens revelam vínculos familiares, uso frequente de resort de luxo e levantam questionamentos sobre conflitos de interesse no Supremo.

Por Redação
REDAÇÃO

22/01/2026 • 09:17 • Atualizado em 22/01/2026 • 09:17

Dias Toffoli

Dias Toffoli

© ASCOM/STF

As denúncias contra Dias Toffoli aprofundam a crise de confiança no Supremo Tribunal Federal. Reportagens publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo e pelo portal Metrópoles colocam o ministro novamente no centro de questionamentos envolvendo relações familiares, operações empresariais e o uso frequente de um resort de luxo no Paraná.

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Segundo o Estado de São Paulo, a cunhada do ministro, Cássia Pires Toffoli, negou qualquer ligação da família com a venda do resort Tayaya. Ela afirmou não ter recursos para reformas na própria casa e disse desconhecer vínculos empresariais relacionados ao imóvel onde vive, na cidade de Marília, interior de São Paulo. O endereço, no entanto, aparece em registros oficiais como sede da empresa Marite Participações.

A empresa chegou a deter cerca de um terço das cotas do resort Tayaya, conforme dados da Junta Comercial. Documentos mostram que José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro, aparece como diretor-presidente da companhia, que participou da venda de cotas do empreendimento em 2021 e em fevereiro do ano passado. Nessas operações, os valores negociados somaram R$ 2,8 milhões e R$ 698 mil, com transferência das participações para um advogado de Goiás, atual controlador do resort.

A apuração também aponta que parte das operações envolveu fundos ligados ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição investigada em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do próprio ministro Dias Toffoli. O vínculo reforça questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

Outra reportagem revela que, desde 2022, Dias Toffoli teria passado ao menos 168 dias hospedado no resort Tayaya, o equivalente a quase um mês por ano. Para garantir a segurança durante essas estadias, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região teria gasto cerca de R$ 500 mil em recursos públicos. Funcionários do local se referem informalmente ao empreendimento como o “resort de Toffoli”.

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