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Vorcaro é preso por planejar agressão a jornalista e "milícia privada"

Operação da PF revela que Daniel Vorcaro ordenou "quebrar os dentes" de Lauro Jardim; ministro André Mendonça autorizou prisão após assumir relatoria do caso.

Por Redação
REDAÇÃO

04/03/2026 • 18:39 • Atualizado em 04/03/2026 • 18:39

Em uma escalada dramática do caso Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira, acusado de liderar uma "milícia privada" para espionar e intimidar adversários, autoridades e jornalistas. A decisão, do ministro do STF André Mendonça, foi motivada por revelações de que Vorcaro teria ordenado a agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e planejado ataques a outros desafetos.

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A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje, também resultou na prisão do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zetel, e de um ex-policial federal, Marilson Roseno da Silva, que usaria sua experiência para auxiliar no esquema criminoso. A investigação aponta que o grupo invadiu sistemas restritos da PF, do Ministério Público e até de agências internacionais como o FBI e a Interpol.

Análise: de fraude financeira a crimes de mafioso

Durante o Jornal Gente, o jornalista Zaidan analisou a gravidade das novas acusações, classificando as ações de Vorcaro como "típicas de mafiosos". "Ele teria contratado ex-policiais para um serviço de espionagem. A polícia se deparou com uma ordem para que quebrassem os dentes do Lauro Jardim. Há também a história de uma instrução para 'moer uma empregada' e 'dar um sacode em um chefe de cozinha'", detalhou Zaidan, ressaltando que o banqueiro "pagava para que as pessoas fizessem o trabalho sujo".

A análise destacou que a prisão, ordenada por André Mendonça de forma célere, levanta questionamentos sobre o andamento do processo sob a relatoria anterior, do ministro Dias Toffoli, e a "blindagem" que o protegia. "É uma pergunta que a sociedade brasileira faz: qual era a relação de Dias Toffoli com o Vorcaro?", pontuou o jornalista.

Drama social e futuro da investigação

A crise financeira do Banco Master, pivô inicial da investigação, continua a ser um ponto central, com um drama social iminente. Milhares de aposentados e pensionistas de fundos de pensão, como os do Rio de Janeiro e do Amapá, tiveram suas economias investidas no banco, mesmo contra alertas de risco, e agora correm o risco de não reaver o dinheiro.

A investigação também apura a transferência de R$ 2 bilhões de Vorcaro para a conta de seu pai, em uma possível tentativa de ocultar patrimônio. Com a prisão e a gravidade dos novos crimes, surge a questão sobre uma possível delação premiada, embora Zaidan se mostre cético. "Ele só topará com uma colaboração se perceber que não terá socorros e que há um risco real de um longo tempo na prisão", concluiu. A expectativa é de que, com a nova fase da operação, o envolvimento de políticos que fizeram o "meio-campo" para os investimentos no banco também seja aprofundado.

*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com.br