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Defesa Civil alerta estados para possíveis impactos do Super El Niño

Fenômeno climático pode provocar excesso de chuvas no Sul e períodos mais secos no Norte e Nordeste do país.

Por Redação
REDAÇÃO

01/06/2026 • 08:54 • Atualizado em 01/06/2026 • 08:54

A Secretaria Nacional de Defesa Civil orientou os órgãos estaduais a se prepararem para os possíveis efeitos do chamado Super El Niño.

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Meteorologistas projetam para este ano um aquecimento intenso das águas do Oceano Pacífico, condição que altera as correntes atmosféricas e influencia o clima em diversas regiões do Brasil.

Segundo especialistas, o fenômeno tende a levar mais umidade para a Região Sul, enquanto mantém o ar seco por mais tempo sobre áreas do Norte e Nordeste.

Sul pode enfrentar chuvas intensas

De acordo com o climatologista Francisco Aquino, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o aquecimento também pode bloquear a passagem de frentes frias vindas da Argentina, favorecendo a concentração de chuvas volumosas na Região Sul.

A previsão de um segundo semestre mais chuvoso já influencia decisões no campo. Produtores rurais do Rio Grande do Sul avaliam ampliar o plantio de culturas como o milho diante da expectativa de maior disponibilidade de água.

Municípios adotam medidas preventivas

Em Encantado, no Vale do Taquari, a prefeitura decretou alerta climático preventivo. Em Santa Catarina, três municípios do Vale do Itajaí cancelaram festas tradicionais previstas para junho e julho devido ao risco de enchentes e deslizamentos.

No Paraná, a Defesa Civil realiza treinamentos com mais de 3 mil voluntários e revisa planos de contingência para situações de emergência.

Amazonas pode sofrer com seca e isolamento

No Amazonas, os efeitos do fenômeno costumam ser mais severos. Entre os principais impactos esperados estão a redução dos níveis dos rios, temperaturas elevadas, aumento da fumaça provocada por queimadas e o isolamento de comunidades ribeirinhas.

Comércio se prepara

Diante das previsões, lojistas foram orientados a antecipar estoques. O governo do Amazonas informou que varejistas poderão parcelar o pagamento do ICMS como forma de reduzir os impactos econômicos provocados pelo fenômeno climático.