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Defesa de Vorcaro pode fechar acordo de delação premiada nos próximos dias

Preso na Operação Compliance Zero, banqueiro é transferido para Brasília para acelerar acordo que pode revelar envolvidos em fraudes e intimidações.

Por Redação
REDAÇÃO

23/03/2026 • 08:57 • Atualizado em 23/03/2026 • 08:57

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro

Reprodução

As investigações sobre o escândalo financeiro do Banco Master podem entrar em uma nova fase nos próximos dias. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição, está em negociações avançadas para fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF).

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Um passo decisivo para o acordo foi dado com a assinatura de um termo de confidencialidade entre Vorcaro, a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), o que formaliza o início das tratativas. A partir de agora, as partes envolvidas se dedicarão a definir os termos da colaboração. Este processo inclui a elaboração de uma lista de pessoas que o banqueiro pretende delatar e, crucialmente, a apresentação das provas que corroboram suas futuras declarações.

Para que o acordo de delação seja efetivado, Vorcaro terá que cumprir uma série de exigências. Além de apresentar provas concretas que confirmem suas informações, ele precisará confessar sua própria participação nos crimes investigados e indicar a identidade de outros envolvidos no esquema. Caso a colaboração seja aceita e considerada efetiva pelas autoridades, o banqueiro poderá obter benefícios legais, como a redução de sua pena.

Para facilitar e acelerar as negociações, uma mudança logística significativa ocorreu na última quinta-feira. Vorcaro foi transferido de helicóptero da Penitenciária Federal em Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na mesma cidade. A transferência, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), coloca o banqueiro fisicamente mais próximo dos investigadores e de seus advogados, otimizando o processo de negociação do acordo.

Daniel Vorcaro está preso desde o início do mês, quando foi alvo da "Operação Compliance Zero". A investigação apura um complexo esquema de fraudes financeiras no Banco Master, incluindo a tentativa de venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB). Além dos crimes financeiros, a Polícia Federal apura indícios graves de que Vorcaro teria dado ordens para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários. As investigações também apontam que ele teria tido acesso antecipado a informações sigilosas sobre o andamento do caso, o que configura obstrução de justiça.

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