
Defesa pede habeas corpus para Daniel Vorcaro
© Banco Master
A defesa de Daniel Vorcaro protocolou um pedido de habeas corpus na Justiça Federal para tentar a soltura do dono do Banco Master. O banqueiro foi preso na noite de segunda-feira, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, no momento em que passava pelo raio-x antes de embarcar.
Segundo informações, Vorcaro está detido sozinho em uma cela de pouco mais de nove metros quadrados, equipada com duas camas de alvenaria, vaso sanitário e chuveiro. A rotina atual contrasta com o padrão de vida que costumava levar. Ele é proprietário de diversas propriedades, entre elas uma vila de 40 mil metros quadrados em Trancoso, no litoral da Bahia, comprada por 300 milhões de reais. O corretor responsável pela intermediação dessa negociação disputa na Justiça uma comissão de 18 milhões de reais.
Vorcaro também investiu 300 milhões de reais na SAF do Atlético Mineiro e adquiriu uma frota de três aviões avaliada em cerca de 250 milhões de reais. De acordo com a Polícia Federal, um desses aviões seria utilizado pelo banqueiro para viajar até Malta. A prisão ocorreu antes do embarque, quando ele se preparava para deixar o país.
Além de Vorcaro, outros seis executivos ligados ao Banco Master foram presos. Eles são acusados de participação em um esquema de fraude que, segundo a investigação, teria desviado mais de 12 bilhões de reais por meio da emissão de títulos de crédito falsos. Em abril deste ano, o banco havia anunciado lucro superior a um bilhão de reais em 2024 e afirmava possuir 40 bilhões de reais em ativos e créditos. Para a Polícia Federal e para o Banco Central, os números não eram verdadeiros.
O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master após identificar dificuldades financeiras na instituição. Antes disso, o BC tentou duas alternativas de venda: uma negociação com o BRB, Banco Estatal de Brasília, e outra com o Grupo Fictor, que tinha participação de investidores dos Emirados Árabes.
A defesa de Vorcaro afirma que ele viajaria a Dubai para concluir a negociação de venda do banco. No entanto, segundo a Polícia Federal, essa versão seria apenas uma operação de fachada, criada para permitir que o banqueiro deixasse o país acompanhado da namorada.
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