
Eleições 2026
Antonio Augusto/Ascom/TSE
A corrida pelo governo de São Paulo em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos com o início das trocas de críticas entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-prefeito Fernando Haddad. Ainda na fase de pré-campanha, os dois nomes despontam como principais adversários e já protagonizam os primeiros embates públicos, com foco na autoria de obras e na comunicação política.
Tarcísio, que deve disputar a reeleição, aparece como um nome consolidado no cenário estadual, com forte aceitação entre eleitores paulistas. Já Haddad, apontado como principal nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa, tem ampliado sua presença em peças publicitárias e nas redes sociais, buscando se posicionar como protagonista no estado.
O episódio mais recente dessa disputa envolve a entrega da linha 17-Ouro do monotrilho, obra iniciada há mais de uma década e que acumulou sucessivos atrasos. Em evento com prefeitos, Tarcísio destacou que sua gestão foi responsável pela inauguração do projeto e criticou, sem citar diretamente Haddad, tentativas de adversários de reivindicar a autoria da obra.
A reação ocorre após a divulgação de vídeos do PT que atribuem ao governo federal, especialmente durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parte relevante dos investimentos que viabilizaram projetos de mobilidade em São Paulo. Haddad também aparece nas peças como responsável por articulações econômicas, como financiamentos via BNDES e renegociação da dívida do estado.
O embate evidencia uma estratégia recorrente em períodos eleitorais: a disputa pela paternidade de obras públicas. De um lado, o atual governo enfatiza a execução e entrega dos projetos; de outro, adversários destacam o papel de gestões anteriores no financiamento e planejamento das iniciativas.
Além das declarações formais, a disputa também se estende às redes sociais. Tarcísio publicou um vídeo em tom irônico, gravado em uma ciclovia da capital, em que associa a discussão sobre obras a críticas indiretas a gestões passadas. A publicação foi interpretada como um movimento estratégico de comunicação, com referências políticas voltadas ao eleitorado.
Analistas avaliam que esse tipo de troca de mensagens, ainda que indireta, marca o início efetivo da campanha, mesmo antes da oficialização das candidaturas nas convenções partidárias. A tendência é que o tom das críticas se intensifique à medida que o calendário eleitoral avance.
Com um cenário ainda em formação, a disputa entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad deve dominar o debate político em São Paulo nos próximos meses, colocando em evidência temas como infraestrutura, gestão pública e investimentos no estado.
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