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Documentos indicam que AGU sabia de fraudes no INSS e demorou a agir

CPMI recebeu documentos que mostram alertas internos sobre fraudes em consignados e descontos associativos desde 2023.

Por Redação
REDAÇÃO

18/11/2025 • 09:22 • Atualizado em 18/11/2025 • 09:22

AGU sabia de fraudes no INSS

AGU sabia de fraudes no INSS

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Documentos inéditos revelam que a Advocacia-Geral da União (AGU) tinha conhecimento de fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS, mas levou um ano para tomar providências.

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Segundo os documentos obtidos pela CPMI, em março do ano passado, uma análise de rotina da Corregedoria identificou aumento significativo no volume de trabalho relacionado a ações de fraude em empréstimos consignados e descontos associativos. As unidades regionais da AGU responsáveis pelo sul do país encaminharam alertas ao órgão sobre a gravidade e a frequência crescente desses casos.

Em julho de 2024, essas unidades recomendaram a suspensão de convênios mantidos por entidades junto ao INSS, como forma de conter as irregularidades. Em outubro, o relatório com essa sugestão foi aprovado internamente. Apesar disso, nada mudou na prática e os convênios permaneceram em funcionamento, mesmo diante das advertências formais.

A resposta concreta só veio um ano após as primeiras denúncias, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Sem Desconto, que teve como alvo as fraudes identificadas nos sistemas de consignados. Após a ofensiva da PF, a AGU instituiu um grupo especial para enfrentar o problema. O órgão nomeou Rodrigo Bezerra Donsley para comandar o grupo.

De acordo com parlamentares da CPMI, Donsley era considerado o braço direito de Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS, preso na semana anterior. Segundo a Polícia Federal, Virgílio não conseguiu explicar a evolução patrimonial de 18 milhões de reais acumulados em apenas dois anos, o que motivou sua prisão.

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