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Donos de academia são indiciados por morte em piscina na Zona Leste

Sete pessoas passaram mal durante aula de natação; investigação apura se houve homicídio doloso ou dolo eventual

Por Redação
REDAÇÃO

12/02/2026 • 11:25 • Atualizado em 12/02/2026 • 11:25

Donos de academia

Donos de academia

Reprodução

A Polícia Civil indiciou os três donos da academia C4DIN, na Zona Leste de São Paulo, após a morte de uma aluna e a internação de outros frequentadores que passaram mal durante uma aula de natação.

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O caso é investigado pelo 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas. A Justiça deve decidir a qualquer momento sobre o pedido de prisão temporária dos responsáveis pelo estabelecimento.

Sete alunos passaram mal após entrarem na piscina. Juliana Bassetto, de 27 anos, não resistiu. Quatro pessoas seguem internadas em estado delicado, entre elas o marido da vítima.

Inicialmente, a informação era de que os proprietários teriam sido indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Nesta manhã, investigadores esclareceram que a tipificação pode ser de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco do resultado. A definição oficial deve ser detalhada em coletiva pelo delegado Alexandre Bento.

Os três donos prestaram depoimento e foram liberados, mas acabaram indiciados. A diferença na tipificação pode impactar diretamente na pena e na eventual submissão ao Tribunal do Júri.

A investigação aponta que um dos proprietários, Celso Bertolo, afirmou ter certificação desde 2023 para manuseio de produtos químicos utilizados na limpeza de piscinas. Ele admitiu, porém, que já realizava o procedimento antes da certificação.

Celso atribuiu a responsabilidade ao manobrista Severino José da Silva, que teria manipulado os produtos no dia do incidente. No entanto, a polícia não indiciou o funcionário, entendendo que ele apenas cumpria ordens.

O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de responsável técnico para piscinas de uso coletivo. Um projeto de lei protocolado em 2019 na Câmara dos Deputados prevê a exigência desse profissional, mas o texto está parado em comissão desde 2024.

A polícia aguarda decisão da Justiça sobre as prisões e deve divulgar novos detalhes ao longo do dia.