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"É difícil que haja outra surpresa", diz Cortella sobre conclave

Filósofo também acredita que votação deve ser um pouco mais longa do que as anteriores

Da Redação
DA REDAÇÃO

01/05/2025 • 10:11 • Atualizado em 01/05/2025 • 10:11

Membros do clero participam do funeral do Papa Francisco na praça São Pedro, no Vaticano

Membros do clero participam do funeral do Papa Francisco na praça São Pedro, no Vaticano

Dylan Martinez/Reuters

Começa no dia 7 de maio o conclave que elegerá o novo papa. De acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, se o pleito de 2013 foi marcado pela escolha surpreendente de Francisco como pontífice, a tendência é que o atual seja mais previsível e esteja focado nos candidatos vistos como favoritos.

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“O Papa Francisco não contava como um dos favoritos em 2013. Hoje tem vários nomes. Há uma tendência quando se olha o cenário geral, mas não há possibilidade de se fazer uma identificação imediata, exceto que surpresas em sequência talvez sejam menos aguardadas. É difícil que se tenha uma outra surpresa, mas não é uma impossibilidade”, ressaltou o professor em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Cortella também enfatizou que a eleição do papa, apesar de altamente relevante, não é a escolha do “novo governante do mundo” e que Francisco foi ao mesmo tempo conservador e progressista.

“A sensação que se tem é que a grande disputa é entre dois modos de se ser no mundo, e não há só dois. Não necessariamente o papa que estava era só progressista, e não necessariamente quem vier será absolutamente conservador. As cores não são tão nítidas. Uma coisa é o nosso desejo, outra coisa é o modo como a realidade se coloca”, ressaltou.

O filósofo também acredita que este Conclave pode ser um pouco mais demorado: “Acho que a tendência é que esse Conclave não seja tão veloz quanto os que elegeram Francisco e Bento XVI. Mas depende muito do quanto se conversou antes, é muito difícil que se faça a conversa ali só na hora”.

Como funciona o conclave?

Ao todo, 133 cardeais participarão da votação secreta. Três deles vão coletar os votos, outros três farão a contagem e outro trio fará a revisão do resultado.

Cada cardeal escreverá o nome do seu candidato em um pedaço de papel, e o depositará em uma urna no altar. Para ser eleito, o candidato a papa precisará de, ao menos, dois terços dos votos. Se ninguém alcançar a maioria, o processo é refeito.

Por dia, serão realizados até quatro turnos, dois de manhã e dois à tarde. Ao final de cada votação, as cédulas serão queimadas. A fumaça preta significa que não houve definição; e a fumaça branca é o anúncio de que um novo papa foi escolhido.