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Edinho faz críticas ao ciclo da Seleção e defende cautela tática na Copa

Tricampeão com o Fluminense e veterano de três Copas do Mundo, ex-zagueiro vê falta de entrosamento com pessimismo, mas aposta em recuperação física de Neymar para o mata-mata.

Da redação
DA REDAÇÃO

08/06/2026 • 23:19 • Atualizado em 08/06/2026 • 23:19

O ex-zagueiro Edinho, uma das maiores referências da posição na história do futebol brasileiro e ídolo de torcidas como as do Fluminense e da Udinese, foi o convidado de honra do programa Os Donos da Bola, da Rádio Bandeirantes. Em um debate profundo sobre o momento da Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o veterano, que completou 71 anos recentemente, não poupou críticas à preparação física e tática da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

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Para Edinho, o ciclo do Brasil até o torneio foi "muito ruim e difícil", marcado por trocas constantes de treinadores e instabilidade nos bastidores da CBF, o que resultou em um time sem base definida ou entrosamento. Diante desse cenário, ele defendeu que a comissão técnica adote uma postura consideravelmente mais cautelosa na primeira fase, rechaçando o esquema 4-2-4 utilizado em amistosos recentes, como no teste diante do Egito. Na visão do ex-jogador, o futebol contemporâneo exige compactação, e o Brasil precisa preencher o meio-campo com três homens — elogiando nominalmente o futebol de Bruno Guimarães e do volante Danilo — para dar a sustentação necessária aos defensores e atuar no erro dos adversários.

Apesar do tom pessimista em relação à organização coletiva, o ex-comentarista mudou de postura ao avaliar a presença de Neymar. Edinho assumiu que o anúncio do camisa 10 na lista final trouxe a referência técnica e moral que faltava ao elenco. Sobre a lesão na panturrilha que aflige o atacante, ele garantiu que o tratamento moderno permite evolução rápida e sugeriu que Ancelotti poupe o atleta de forma estratégica durante a fase de grupos. O objetivo, segundo ele, deve ser o recondicionamento completo para que o craque entre descansado no funil decisivo do mata-mata, onde o poder de improviso e lances de bola parada costumam definir o destino das grandes seleções.