O programa Os Donos da Bola, da Rádio Bandeirantes, contou com a participação especial do ex-atacante Paulo Sérgio, campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994 e ídolo histórico de gigantes europeus como Bayern de Munique e Roma. Em uma conversa descontraída e cheia de bastidores conduzida por Craque Neto, o ex-jogador e atual comentarista da TV Gazeta relembrou sua trajetória e traçou um paralelo contundente entre o atual momento do Brasil e o cenário que sua geração enfrentou nos Estados Unidos.
Ao analisar o esquema tático montado por Carlo Ancelotti, Paulo Sérgio demonstrou forte preocupação com a vulnerabilidade do setor defensivo. Usando como exemplo a solidez da equipe de 1994, que se sustentava em duas linhas de quatro com Dunga e Mauro Silva Oceanos protegendo a zaga, ele criticou a insistence no sistema 4-2-4 e apontou o volante Casemiro como "muito lento" para as exigências físicas atuais. Para o tetracampeão, o treinador italiano deveria abrir espaço para atletas mais jovens e com maior poder de combate no meio-campo, destacando o nome do volante Danilo e de Fabinho como alternativas ideais para dar equilíbrio ao time titular.
Provocado pela bancada sobre o peso do atual jejum de 24 anos sem títulos mundiais — o exato mesmo período que a sua geração quebrou —, Paulo Sérgio questionou se os atletas de hoje compartilham da mesma gana e senso de responsabilidade que blindaram o grupo do tetra após o fracasso na Copa de 1990. "Em 94, sabíamos que era nossa última oportunidade e que não podíamos errar. Eu não creio que nos dias de hoje esses jogadores estejam tão preocupados com isso", disparou o ex-atacante, ressaltando ainda o papel estratégico de Neymar para absorver a pressão externa sobre jovens como Vinícius Júnior e servir como peça decisiva na fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
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