Durante a edição especial do Jornal Gente deste sábado (22), o advogado e colunista Emanuel Pessoa fez um alerta contundente ao comentar os possíveis desdobramentos da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Ao abordar as alternativas jurídicas para o cumprimento da eventual pena de 27 anos e 3 meses de prisão a que Bolsonaro foi condenado, Emanuel foi categórico:“Se Bolsonaro morre na carceragem da Polícia Federal por complicações de saúde, metade do Brasil cairia em cima do Alexandre de Moraes”.
O jurista ressaltou que Bolsonaro apresenta problemas de saúde graves, incluindo sequelas da facada sofrida em 2018 e suspeitas de carcinoma, além de refluxo severo. “As carceragens da Polícia Federal não estão preparadas para atender rapidamente essas condições. Já em casa, com os recursos que ele possui, pode adaptar o espaço para atendimento médico adequado.”
Pessoa apontou que o cumprimento da pena em prisão domiciliar ou em uma sala de Estado Maior, como ocorreu com Lula, são soluções previstas e juridicamente sustentáveis. Ele alertou que uma decisão que imponha o cumprimento da pena em presídio comum, como a Papuda, soaria como vingança pessoal e não medida técnica.
Segundo ele, mesmo quem discorda politicamente de Bolsonaro deve compreender o impacto de uma eventual tragédia sob custódia. “A imagem de um ex-presidente morto preso, mesmo que por causas naturais, teria um efeito político devastador.”
Emanuel ainda destacou o cálculo político por trás da decisão do STF:“A aparência conta muito. Alexandre de Moraes mandaria Bolsonaro para a Papuda, mas não vai fazer isso porque pareceria retaliação pessoal — e o custo seria alto.”
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


