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Entrada de Caiado no PSD acirra disputa da direita pela Presidência

Filiação de Ronaldo Caiado ao PSD expõe fragmentação da direita enquanto pesquisas indicam alta reprovação a Lula.

Por Redação
REDAÇÃO

29/01/2026 • 09:01 • Atualizado em 29/01/2026 • 09:01

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado

Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A confirmação da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, ampliou o número de pré-candidatos à Presidência da República dentro da sigla. Com a entrada de Caiado, o partido passa a reunir três governadores com pretensões eleitorais, cenário que, na avaliação política, dificulta a consolidação de um projeto único.

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A presença de múltiplas pré-candidaturas presidenciais tende a gerar disputas internas e impasses, especialmente entre nomes bem avaliados por seus eleitores e com histórico de gestão considerado positivo. O movimento ocorre em meio a articulações mais amplas no campo da direita.

O debate ganhou novos contornos com a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em um evento em São Paulo, interpretado como uma aproximação informal entre lideranças de direita. O encontro foi visto como um contraponto à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, indicada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece em crescimento nas pesquisas de intenção de voto.

Os dados mais recentes de opinião pública reforçam o cenário de instabilidade do governo federal. Levantamento do PoderData aponta que 57% dos brasileiros reprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto apenas 34% aprovam sua atuação pessoal. Na avaliação da gestão, a reprovação chega a 53%, contra 41% de aprovação.

Apesar de Lula ainda liderar individualmente as pesquisas, a soma dos percentuais dos candidatos ligados à direita supera o desempenho do presidente, alimentando o debate sobre a necessidade de uma aliança já no primeiro turno. A expectativa é de que as próximas semanas tragam sinais de entendimento entre os pré-candidatos.

No caso de Romeu Zema, a pressão interna do Partido Novo pesa na manutenção da candidatura. A legenda enfrenta os efeitos da cláusula de barreira e vê na disputa presidencial uma estratégia para garantir desempenho eleitoral e sobrevivência partidária.

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