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Reprodução/Agência Brasil
São Paulo está vivendo uma "epidemia" de motociclistas que desrespeitam as leis de trânsito, colocando em risco a própria vida e a de terceiros. As infrações mais comuns são o avanço de sinal vermelho e o tráfego na contramão.
Infrações de sinal vermelho dobram
Os números da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) confirmam o aumento drástico das infrações. No recorte do primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior:
Aumento de 83% em autuações por sinal vermelho.
Em 2025, foram registradas pouco mais de 14 mil autuações a motociclistas por avanço de sinal.
A maioria dessas multas é aplicada por meio do sistema eletrônico (radar junto ao semáforo).
Contramão Incontrolável
Apesar do aumento nas multas por avanço de sinal, as autuações por trafegar na contramão não tiveram um aumento expressivo, mas o motivo é a forma de fiscalização.
Fiscalização Manual: A multa por trafegar na contramão é aplicada exclusivamente de forma manual, ou seja, o agente de trânsito precisa flagrar a infração e anotá-la.
Número Subestimado: No primeiro trimestre de 2025, foram apenas 385 registros, uma média de 4 por dia. No entanto, o apresentador Joel Datena e o comentarista Ronald concordam que o número real é muito maior, considerando que em algumas vias o desrespeito à contramão é constante.
Causas e Soluções
O Observatório Nacional de Segurança Viária foi procurado pela Rádio Bandeirantes e apontou três fatores principais para a imprudência no trânsito:
Má formação dos motociclistas.
Falta ou má informação sobre o risco no trânsito.
Falta de campanhas educativas por parte do poder público.
O diretor do Observatório, Paulo Guimarães, deu soluções para o problema:
Infraestrutura: O poder público deve adequar o sistema viário para proteger os motociclistas.
Educação: Manutenção de campanhas contínuas de conscientização.
Fiscalização: A fiscalização, embora "antipática" aos olhos da população, deve ser feita para garantir a manutenção dos comportamentos seguros.
Os apresentadores ressaltaram que a maioria dos motociclistas não para no semáforo e, quando querem cometer infração ou não ser flagrados pelo radar, chegam a cobrir a placa traseira.
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