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Escola de samba é acusada de preconceito contra 'família tradicional' no RJ

Comentário de Marco Antonio Sabino critica ala da Acadêmicos de Niterói que associou família tradicional ao neoconservadorismo.

Por Redação
REDAÇÃO

18/02/2026 • 13:26 • Atualizado em 18/02/2026 • 13:26

Acadêmicos de Niterói

Acadêmicos de Niterói

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A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói é alvo de críticas após apresentar uma ala considerada ofensiva à ‘família tradicional’ durante desfile no Rio de Janeiro em homenagem ao presidente Lula. O comentarista Marco Antonio Sabino classificou o episódio como preconceito e criticou o silêncio diante da apresentação.

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A polêmica envolve a ala chamada “Neoconservadores e Conserva”, identificada também como ala 22, em referência ao número do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro. Os integrantes desfilavam com fantasias de latas em conserva estampadas com a imagem de uma família formada por pai, mãe e dois filhos. Segundo a escola, a proposta era representar setores considerados conservadores da sociedade, como agronegócio, defensores da ditadura militar e grupos religiosos evangélicos.

Em nota, a Acadêmicos de Niterói afirmou que a fantasia fazia referência à defesa da chamada família tradicional, formada exclusivamente por homem, mulher e filhos, além de enumerar grupos associados ao neoconservadorismo. Para Sabino, houve preconceito contra a 'família tradicional', além de manifestação ofensiva contra grupos religiosos, o que ele classificou como inaceitável.

O comentarista ressaltou que o reconhecimento de diferentes formações familiares não deve implicar crítica ou desqualificação da família tradicional. A discussão sobre conservadorismo, desfile de escola de samba e liberdade religiosa ganhou repercussão nas redes sociais após a viralização de imagens da ala.

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