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Estudo aponta a Dutra como a rodovia mais perigosa do país

Pesquisa com dados da PRF e do DNIT mostra redução nacional de mortes em 2025, mas aponta a BR-116 como líder em gravidade de acidentes

Por Redação
REDAÇÃO

17/02/2026 • 11:39 • Atualizado em 17/02/2026 • 11:39

Dutra

Dutra

Reprodução/Leilane Garcia

Um estudo atualizado da Fundação Dom Cabral aponta a BR-116, a Rodovia Presidente Dutra, como a rodovia mais perigosa do país quando o critério é a gravidade dos acidentes. O levantamento indica que a via concentra cerca de 69% dos acidentes graves registrados nas rodovias federais analisadas.

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A pesquisa considerou ocorrências entre 2018 e 2025, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Foram avaliados apenas trechos com volume médio diário superior a mil veículos.

Os dados consolidados de 2025 mostram uma redução no número de vítimas fatais e feridos graves no país, interrompendo uma sequência de alta observada nos últimos anos. Em São Paulo, a queda foi ainda mais expressiva: redução de 14% no total de acidentes e de 21% nos casos com feridos graves nas rodovias federais.

Apesar da melhora nos indicadores gerais, a Dutra segue liderando em gravidade. No trecho do Vale do Paraíba, segundo dados do sistema InfoSiga, foram registrados 805 acidentes e 79 mortes em 2025, distribuídos por 39 municípios da região.

Já em números absolutos de ocorrências, a BR-101, conhecida como Rio-Santos, aparece na liderança. Ainda assim, é a BR-116 que concentra maior proporção de feridos graves e mortes. Na sequência aparecem a BR-381 (Fernão Dias) e a BR-153.

O estudo também destaca o alto envolvimento de motocicletas nos acidentes em São Paulo. O índice chega a 35% do total de ocorrências, acima da média nacional, com taxas elevadas de severidade.

Entre os fatores apontados para a alta periculosidade da Dutra estão o intenso fluxo de veículos, especialmente no trecho do Vale do Paraíba, onde a rodovia funciona como ligação urbana entre cidades como Jacareí e São José dos Campos. Em muitos casos, a via é utilizada como se fosse uma avenida, aumentando o risco de colisões.

O comportamento dos motoristas também pesa nas estatísticas. Segundo o levantamento, muitos acidentes graves ocorrem em trechos retos e durante o dia, afastando fatores como pista molhada ou baixa visibilidade como causas principais. Questões estruturais, como condições do asfalto e presença de buracos em determinados pontos, também foram citadas por usuários da rodovia.

A Dutra é uma das principais ligações entre São Paulo e Rio de Janeiro e tem papel estratégico no transporte de cargas e passageiros, o que amplia o desafio de reduzir os índices de acidentes na via.