
Trump
Al Drago/Reuters
A frágil situação no Oriente Médio se deteriorou drasticamente neste fim de semana, após as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Islamabad, no Paquistão, terminarem em fracasso. Como resposta, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma medida de força com consequências globais: a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, todos os navios que se destinem a portos iranianos, ou que saiam deles através do Estreito de Hormuz, serão bloqueados.
A justificativa da Casa Branca para a ação drástica foi a recusa do Irã em ceder em seu programa nuclear, ponto considerado inegociável por Trump, apesar de Teerã afirmar que um acordo esteve próximo. O bloqueio visa asfixiar a economia iraniana, já que o Estreito de Hormuz é uma artéria vital por onde escoam cerca de 20% do petróleo mundial e 90% das exportações do próprio Irã, majoritariamente com destino à Ásia. O governo iraniano, que já vinha controlando a passagem de navios, classificou a atitude americana como "pirataria" e prometeu reagir.
O impacto econômico foi imediato. O preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar a marca dos 100 dólares, registrando uma alta média de mais de 7% na abertura da semana. A instabilidade também se reflete no mercado de gás.
Para agravar o cenário, relatos indicam que Trump teria autorizado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a retomar os bombardeios em Beirute. A capital libanesa ainda se recupera de um massacre na semana anterior, e a nova ameaça aumenta o clima de terror na região. A decisão de Washington de pressionar o regime dos aiatolás com um bloqueio econômico e militar eleva a crise a um novo patamar, com desdobramentos imprevisíveis.
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