
Presidente dos EUA, Donald Trump e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
Reprodução
Os Estados Unidos convidam o Brasil e outros países a integrar um bloco comercial voltado à exploração e ao fornecimento de minerais críticos, em uma iniciativa para reduzir a dependência global da China nesse setor estratégico. O lançamento da proposta ocorreu em Washington, com a participação de 55 representantes de parceiros comerciais americanos.
A iniciativa busca enfrentar o domínio chinês sobre minerais essenciais, como as chamadas terras raras, amplamente utilizadas em tecnologias avançadas, equipamentos eletrônicos e baterias. A China detém a maior reserva mundial desses minérios e possui exploração avançada, enquanto o Brasil aparece como a segunda maior reserva, ainda com baixo nível de aproveitamento econômico.
Sem citar diretamente a China, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a produção global de minerais críticos está excessivamente concentrada em um único país, o que, segundo ele, tem sido usado como instrumento de vantagem geopolítica.
No contexto da proposta, a Argentina anunciou um acordo com os Estados Unidos para fortalecer e diversificar a cadeia de suprimentos. O entendimento prevê o aumento das exportações argentinas de lítio, mineral essencial para a fabricação de baterias e produtos de alta tecnologia. Em nota, o governo do presidente Javier Milei afirmou que o tratado deve impulsionar o crescimento econômico na região.
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