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EUA retiram tarifas de 40% sobre produtos do Brasil e aliviam exportadores

Decisão beneficia exportações de commodities como café e carne, mas mantém taxa sobre produtos manufaturados

Por Redação
REDAÇÃO

21/11/2025 • 11:26 • Atualizado em 21/11/2025 • 11:26

Lula e Trump

Lula e Trump

Ricardo Stuckert / PR

Em decisão anunciada nesta terça-feira (18), o governo dos Estados Unidos retirou a tarifa de 40% sobre a importação de diversos produtos in natura exportados pelo Brasil. A medida, que tem efeito retroativo a 13 de novembro, abrange itens como café, carne, frutas tropicais (banana, açaí, coco, abacaxi) e produtos “especiais”. A decisão é considerada uma vitória parcial para os exportadores brasileiros, que enfrentavam perda de competitividade desde que as tarifas foram aplicadas, em agosto.

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A primeira redução, de 10%, havia sido generalizada, não gerando vantagem específica ao Brasil. Já a eliminação da tarifa de 40% atende parcialmente a reivindicações do setor produtivo nacional, segundo avaliou o diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio. “O Brasil se reposiciona no mercado norte-americano, nosso principal destino. Recuperamos competitividade”, afirmou.

A comentarista Ana Amélia, do canal Agro Mais, observou que a decisão reflete pressões internas nos EUA, especialmente em função da inflação, e não uma concessão ao governo brasileiro. Os produtos industrializados, como autopeças e café solúvel, continuam sujeitos às tarifas elevadas, alinhadas ao discurso de reindustrialização do presidente Donald Trump em seu segundo mandato.

O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, destacou que o Brasil ainda enfrenta desvantagem significativa na exportação de manufaturados e defendeu negociação contínua para a eliminação das tarifas restantes. “Temos que continuar negociando. São 40% de tarifa em peças, equipamentos e produtos industriais”, afirmou.

Internamente, a redução parcial das tarifas tem reflexo imediato no câmbio. O dólar fechou o dia a R$ 5,33, e a expectativa é que continue em queda, o que favorece a desaceleração da inflação. Com isso, ganha força a discussão sobre quando os juros no Brasil começarão a cair, especialmente diante dos últimos índices de inflação mais baixos.

A avaliação no Jornal Gente foi de que o Brasil não fez nenhuma concessão direta em troca da retirada da tarifa, o que, embora positivo no curto prazo, expõe a ausência de uma política comercial estratégica. “Os EUA decidiram taxar e depois recuaram por razões internas. O foco está lá, não aqui”, analisou a bancada.

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