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Ex-GCM suspeito de integrar milícia se entrega à polícia após megaoperação

Elisson Assis é acusado de extorquir moradores e comerciantes na região da Cracolândia em troca de segurança

MAJU ARRUDA LEITE

07/08/2024 • 14:55 • Atualizado em 07/08/2024 • 14:55

O ex-GCM Elisson Assis, suspeito de integrar uma milícia que atuava na Cracolândia, se entregou à polícia nesta quarta-feira (7). Ele era alvo de um mandado de prisão na operação "Salus et Dignitas", deflagrada ontem pela Polícia Civil.

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Ele chegou à delegacia acompanhado por dois advogados e deve passar por uma audiência de custódia em até 24 horas.

Além de Elisson, a polícia prendeu outros dois GCMs acusados de integrarem a milícia. Um mandado de prisão contra um quarto agente segue aberto e o homem é considerado foragido.

Elisson é o agente que aparece em áudios, obtidos com exclusividade pelo Jornal da Band em junho do ano passado, extorquindo moradores e comerciantes da região da Cracolândia em troca de fornecimento de segurança.

O ex-agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) fazia parte da Inspetoria de Operações Especiais (Iope), considerada a "tropa de elite" da GCM e era dono de uma empresa de segurança privada.

Ele é acusado de remanejar o fluxo de dependentes químicos da Cracolândia usando as forças da GCM a partir do recebimento de valores de comerciantes e moradores da região.

Na operação, a polícia realizou 16 prisões e 56 imóveis na região central foram lacrados. Segundo as investigações, os locais eram usados para armazenamento de drogas e armas do crime organizado.

Entre os presos está um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região central da capital, Leonardo Moja, conhecido como "Leo do moinho".

Durante a operação na favela do moinho, que é próxima à Cracolândia, os policiais encontraram um detector de radiofrequência que os criminosos teriam usado para monitorar conversas dos agentes de segurança.

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