
Explosão aconteceu entre os bairros do Tatuapé e Belém, na capital paulista
Reprodução
Quatro dias após a explosão que atingiu uma residência na rua Francisco Bueno, moradores da região seguem lidando com os prejuízos e a incerteza. Segundo a Defesa Civil, 13 casas permanecem interditadas, sendo 11 com interdição total. A única vítima fatal do incidente foi o morador da casa que explodiu, Adir Mariano, de 46 anos.
Adir, segundo as autoridades, era baloeiro e já havia sido investigado por soltar balões no interior de São Paulo. A Polícia Civil apura agora se ele agiu sozinho ou com auxílio de terceiros. Agentes retornaram ao local para recolher documentos e materiais encontrados nos escombros, que serão analisados para auxiliar na investigação.
Entre os atingidos, está a moradora Fátima, que ainda aguarda autorização para entrar em casa e retirar seus pertences. “Tenho esperança de conseguir minha bolsa com documentos, o mínimo possível para continuar, para ter um passadozinho ainda. Mas é só esperança”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes.
A explosão causou destruição em vários imóveis ao redor, e os danos ainda estão sendo avaliados. Os moradores seguem sem prazo definido para retorno. A prefeitura e a Defesa Civil monitoram a situação, mas não há informações oficiais sobre assistência para reconstrução ou indenização.
A Polícia Civil segue com a investigação em andamento. A possibilidade de que o imóvel fosse usado para armazenamento ilegal de materiais explosivos não está descartada. O caso reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e atenção às práticas perigosas que colocam comunidades inteiras em risco.
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