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Fachin defende ética no Judiciário em meio a crise após revelações

Presidente do STF discursou sobre transparência e penduricalhos salariais enquanto surgem novas denúncias envolvendo autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Por Redação
REDAÇÃO

11/03/2026 • 10:35 • Atualizado em 11/03/2026 • 10:35

Cláudio Humberto
Fachin

Fachin

Nelson Jr./ STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, reuniu presidentes de tribunais superiores e estaduais para defender medidas voltadas à ética, transparência e contenção de benefícios salariais no Judiciário.

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Durante o encontro, Fachin afirmou que é necessário fortalecer a confiança pública nas instituições e evitar interesses políticos ou corporativos. O ministro também defendeu a criação de um código de conduta para magistrados e destacou que o Judiciário não pode ser indiferente às demandas da sociedade por maior ética e responsabilidade.

Segundo ele, os chamados “privilégios funcionais” — conhecidos popularmente como penduricalhos — precisam ser debatidos com mais rigor, especialmente quando ampliam remunerações além do teto constitucional.

O discurso ocorre em meio a uma crise de credibilidade envolvendo o Judiciário após revelações sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades de diferentes instituições.

Reportagens apontam que ministros e autoridades teriam participado de eventos patrocinados pelo empresário no exterior, incluindo encontros em Londres, onde teriam ocorrido jantares e degustações de bebidas de alto valor.

Entre os nomes citados nas revelações estariam o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Dias Toffoli e o procurador-geral da República Paulo Gonet, além de integrantes de tribunais superiores e autoridades da segurança pública.

As denúncias levantaram questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre o cumprimento da Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece regras para a conduta de juízes e limita o recebimento de presentes ou benefícios.

Diante do cenário, cresce a pressão para que o Supremo e a Procuradoria-Geral da República apurem as suspeitas e adotem medidas para preservar a credibilidade das instituições.

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