
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
Luiz Silveira/STF
O futuro do chamado “inquérito das fake news”, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019, voltou a ser tema de debate em Brasília. Durante uma conversa com jornalistas, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, sugeriu que o fim da controversa investigação pode estar próximo. A declaração, no entanto, foi recebida com ceticismo pelo jornalista Cláudio Humberto, que defende uma ação mais incisiva por parte do presidente da Corte.
Analisando a fala de Fachin, Humberto destacou que a sugestão parecia condicionada a uma iniciativa do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Para o jornalista, essa postura revela um “certo temor permanente” dos ministros do STF em relação a Moraes. Na visão de Cláudio Humberto, esperar que o próprio relator proponha o fim do inquérito é uma aposta improvável. “Ou coisa difícil é abrir mão de poder no Brasil”, afirmou, criticando a expectativa de que Moraes renuncie voluntariamente à autoridade que o inquérito lhe confere.
O jornalista argumenta que o atual presidente do Supremo tem o dever e a autoridade para encerrar a investigação de ofício. Ele traçou um paralelo com a origem do processo, lembrando que o inquérito foi criado pelo então presidente, ministro Dias Toffoli, com base em uma “interpretação absolutamente bizarra do regimento interno”. Para Humberto, essa manobra transformou o STF em uma espécie de “delegacia de polícia política”. Portanto, ele cobra que Fachin exerça as mesmas prerrogativas de seu antecessor para pôr um fim ao que considera um procedimento anômalo. “Assim como o então presidente Dias Toffoli criou esse inquérito, está na hora do atual presidente exercer as suas prerrogativas e acabar com ele, e não ficar esperando que o Alexandre Moraes abra mão de poder”, defendeu.
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