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Brasil

Feminicídios batem recorde em SP e expõem falhas na proteção às vítimas

Com 27 mulheres mortas no primeiro mês do ano, estado registra alta de 18% nos casos; assassinato em shopping no ABC reacende debate sobre medidas protetivas, punição e prevenção.

2 min

03/03/2026 11:39 • Atualizado há 235 dias

Feminicídios batem recorde em SP e expõem falhas na proteção às vítimas

O estado de São Paulo começou o ano com um dado alarmante: 27 feminicídios registrados em janeiro, o maior número já contabilizado para o mês. O índice representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado e acende um novo alerta sobre a escalada da violência contra a mulher.

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Entre os casos que mais chocaram está o da jovem morta a facadas dentro de uma joalheria em um shopping de São Bernardo do Campo, na região metropolitana. O ex-companheiro, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu o local de trabalho da vítima, fez ameaças e a atacou mesmo diante da tentativa de negociação da polícia. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a vítima já havia registrado ocorrências anteriores e possuía medida protetiva contra o agressor. O autor do crime, que foi baleado durante a ação policial, recebeu alta hospitalar e deve ser transferido para o presídio, onde aguardará julgamento.

O caso reacende um debate recorrente: por que, mesmo com medidas protetivas, mulheres continuam sendo mortas? Especialistas afirmam que o mecanismo funciona na maioria das situações, mas não é infalível. Quando falha, o desfecho costuma ser trágico. Além disso, ameaças prévias — muitas vezes tratadas como “bravatas” — são ignoradas por pessoas próximas, o que pode retardar intervenções.

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Enquanto isso, o Congresso discute mudanças na legislação, incluindo o endurecimento das regras para progressão de pena em crimes como feminicídio. Comparações com países como a Itália, onde há prisão perpétua para esse tipo de crime, alimentam o debate sobre punições mais severas no Brasil.

Autoridades reforçam que, além da punição, é essencial investir em prevenção e denúncia. O estado disponibiliza o aplicativo SP Mulher Segura, com botão de emergência conectado à polícia, além do telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher.

Os números mostram que a violência de gênero permanece como um dos principais desafios da segurança pública. Mais do que estatística, cada caso representa uma vida interrompida — e uma rede de familiares marcada pela ausência.

Feminicídios batem recorde em SP e expõem falhas na proteção às vítimas