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Fim do Golpe do Pix? Nova função promete dinheiro de volta em minutos

Chamado de Mecanismo Especial de Devolução, o novo instrumento permite contestar a transação direto no aplicativo, bloqueando valores em contas suspeitas e aumentando a chance de recuperação para vítimas de fraude.

Por Redação
REDAÇÃO

03/02/2026 • 11:13 • Atualizado em 03/02/2026 • 11:13

Mecanismo Especial de Devolução

Mecanismo Especial de Devolução

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Uma nova ferramenta implementada pelo Banco Central, que entrou em vigor nesta semana, promete aumentar as chances de vítimas do "golpe do PIX" recuperarem seu dinheiro. Batizado de Mecanismo Especial de Devolução (MED), o instrumento digitaliza e agiliza o processo de contestação de transações fraudulentas, tornando o crime menos atrativo para os golpistas.

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Até então, a vítima de um golpe precisava entrar em contato com seu banco por telefone, em um processo lento e com poucas chances de sucesso, já que os criminosos rapidamente transferem os valores para múltiplas contas de laranjas. Com a nova ferramenta, a contestação é feita diretamente no aplicativo do banco. Ao identificar a fraude, o usuário pode selecionar a transação e iniciar a reclamação.

A partir desse momento, em um prazo de até 30 minutos, todas as instituições financeiras que receberam o dinheiro do golpe são notificadas automaticamente para bloquear os valores. Essa comunicação rápida e o rastreio do dinheiro são os principais trunfos do mecanismo para impedir que os criminosos consigam movimentar os recursos.

O especialista em comunicação digital, Arthur Igreja, explica as vantagens. "A pessoa pode indicar o golpe diretamente no seu aplicativo, ou seja, caiu no golpe, percebeu que era uma roubada. Ela pode já dentro do aplicativo, então não precisa ligar, não precisa ficar na espera. E aí o Banco Central vai rastrear esse caminho do dinheiro e fazer a devolução", detalha.

Outra camada de segurança adicionada é a comunicação entre o Banco Central e a Receita Federal. O objetivo é verificar a validade de chaves PIX, como CPFs de pessoas já falecidas, que eram usadas por golpistas para criar contas fraudulentas. Igreja esclarece que isso não representa uma nova forma de vigilância, pois todas as transações eletrônicas já são registradas. "O que vai acontecer é que vai melhorar a segurança, porque antes os golpistas poderiam usar chaves, por exemplo, de pessoas que já morreram. Agora a verificação é feita antes da conclusão do PIX", explica.

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