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Reprodução/Santander
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (28) a "Operação SUAP" para desarticular um esquema de fraude bancária que causou um prejuízo superior a R$ 11 milhões ao Banco Santander. O inquérito, que investiga a participação de funcionários da própria instituição financeira, foi instaurado após o banco detectar e comunicar o crime. A operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Como funcionava o golpe
A investigação, conduzida pela Divisão de Crimes Cibernéticos, revelou que funcionários do Santander manipulavam o sistema para permitir o acesso de terceiros a contas empresariais. Segundo o repórter Lucas Taveira, da Rádio Bandeirantes, a fraude envolvia "a habilitação irregular de um novo e ID" — dispositivo de identidade corporativa —, permitindo a movimentação de valores sem a autorização dos titulares. Uma das empresas vítimas teve um desvio de pelo menos R$ 7 milhões.
Criptomoedas e Laranjas
Após o desvio, os valores caíam em contas de "laranjas" e empresas de fachada. O repórter Lucas Taveira também informou que parte do montante foi convertida em criptomoedas, movimentada por uma corretora de Bitcoin e enviada para carteiras digitais externas. A Justiça conseguiu bloquear judicialmente cerca de R$ 220.000 em criptoativos. As diligências seguem para identificar outros beneficiários e recuperar o total desviado.
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