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Gilmar Mendes anula quebra de sigilo e Galípolo deve depor sobre o INSS

Decisão do ministro do STF gera indignação no Senado, enquanto a CPMI do INSS busca explicações do Banco Central sobre o Banco Master e desvios em aposentadorias.

Por Redação
REDAÇÃO

19/03/2026 • 20:09 • Atualizado em 19/03/2026 • 20:09

Reviravolta no Judiciário

Em uma decisão que repercutiu fortemente no Congresso Nacional nesta quinta-feira (19 de março de 2026), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a quebra de sigilo bancário do Fundo Arlin. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado no Senado.

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Mendes classificou a quebra de sigilo como uma "medida excepcional" que exige análise individualizada e fundamentada, criticando as votações em bloco ou simbólicas realizadas pelo colegiado. O Fundo Arlin, ligado à gestora REAG, está sob investigação devido a transações envolvendo um resort no Paraná que pertenceu à família do ministro Dias Toffoli.

Reação no Senado:

Fabiano Contarato (Presidente da CPI): Manifestou indignação com a decisão.

Alessandro Vieira (Relator): Afirmou que a anulação não é surpresa e sugeriu uma "ação articulada" por parte de ministros do STF para blindar investigados.

CPMI do INSS: Galípolo e Campos Neto na Mira

Enquanto o embate jurídico trava uma frente de investigação, a CPMI do INSS aprovou requerimentos para ouvir as principais autoridades monetárias do país. Foram convidados para prestar depoimento:

Gabriel Galípolo: Atual presidente do Banco Central (desde janeiro de 2025).

Roberto Campos Neto: Ex-presidente da instituição (2019-2024).

O objetivo da comissão é que ambos esclareçam as falhas de fiscalização do mercado financeiro que permitiram desvios bilionários em aposentadorias e pensões. Além disso, o colegiado busca detalhes sobre as operações envolvendo o Banco Master, cujo dono, Daniel Volcaro, foi preso recentemente na Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Reta Final e Pedido de Prorrogação

Com o calendário apertado, a CPMI do INSS tem apenas mais duas sessões previstas antes do encerramento oficial na próxima semana. Diante do volume de fatos novos e da complexidade das teias investigativas, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, anunciou que aguarda uma autorização do STF para a prorrogação dos trabalhos.

Por outro lado, o governo, representado pela fala do deputado Paulo Pimenta, defende que a comissão já cumpriu seu papel político e que o encerramento das investigações agora deve ficar sob responsabilidade exclusiva da Polícia Federal e do Poder Judiciário.

Fatos Relevantes da Operação Cúmplice Zero

A CPMI também avançou sobre o núcleo familiar dos investigados, aprovando a quebra de sigilo e o compartilhamento de informações de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Volcaro. As investigações apontam que o Banco Master seria o eixo central de um esquema de lavagem de dinheiro e desvios de fundos previdenciários.

*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com.br