
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
Lula Marques/ Agência Brasil
O acordo Mercosul-União Europeia deve ser assinado neste sábado, em Assunção, no Paraguai, durante encontro com representantes dos países do bloco sul-americano e da União Europeia. O tratado é considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo e prevê a redução gradual de tarifas de exportação e importação entre os dois blocos.
Em entrevista exclusiva à Band, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, explicou que, após a assinatura, a parte comercial do acordo poderá entrar em vigor de forma provisória assim que ao menos um país do Mercosul aprovar o texto em seu Legislativo. Já a parte política dependerá de aprovação pelos parlamentos nacionais e pelo Parlamento Europeu.
O acordo estabelece que os países do Mercosul reduzam tarifas sobre cerca de 91% dos bens importados da União Europeia em até 15 anos. Em contrapartida, a União Europeia deverá eliminar tarifas para aproximadamente 95% dos produtos importados do Mercosul em um prazo de até 12 anos. O governo brasileiro trabalha para que o Congresso Nacional aprove o texto ainda no primeiro semestre.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o agronegócio deve ser o setor mais beneficiado, ampliando a diversidade de produtos brasileiros exportados ao mercado europeu. Segundo ele, a expectativa é que os efeitos do acordo comecem a ser sentidos no segundo semestre, com geração de empregos, aumento de renda e estímulo a investimentos recíprocos.
Alckmin também comentou sobre a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos a países que mantêm relações comerciais com o Irã. De acordo com o vice-presidente, não há formalização dessa medida até o momento e, caso ocorra, o impacto para o Brasil tende a ser limitado devido ao baixo volume de comércio com o país.
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