
Carne fresca em frigorífico
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O governo vai apresentar até o fim desta semana as informações sobre o uso de antimicrobianos na cadeia de produção animal do país exigidas pela União Europeia.
O objetivo é reverter a decisão do bloco que retirou o Brasil da lista de nações que podem vender carne para o continente.
E ficar livre da sanção bem antes do dia 3 de setembro, data em que passam a valer as restrições.
Na semana passada, os negociadores brasileiros ganharam um prazo para provar que o setor não usa antimicrobianos para tratar infecções do rebanho.
E acordaram que cada item de origem animal será analisado separadamente pelo órgão sanitário europeu; além da carne, a lista reúne aves, mel, ovos, entre outros.
Para o especialista em comércio exterior Ronald Felix, o país vai conseguir reverter a situação ao longo das próximas semanas.
E mesmo que dificuldades sejam criadas pelo caminho, alguns mercados podem surgir como alternativa para escoar a produção.
A União Europeia é o segundo maior mercado para as carnes brasileiras, atrás apenas da China.
A manutenção do veto representaria um impacto anual para o agronegócio de cerca de 2 bilhões de dólares - quase 10 bilhões de reais.
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