
Uísque é a bebida mais adulterada em casos de intoxicação por metanol.
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O governo de São Paulo informou que foram registrados 192 casos relacionados à intoxicação por metanol no estado, com 14 casos confirmados, 178 em investigação e duas mortes confirmadas até o momento. A intoxicação por metanol é o foco das ações coordenadas anunciadas nesta coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que envolvem vigilância sanitária, Secretaria da Fazenda, Polícia Civil e secretaria de saúde.
Em coletiva, Tarcísio de Freitas detalhou medidas imediatas: 11 estabelecimentos interditados cautelarmente e a suspensão preventiva da inscrição estadual de seis distribuidoras e dois bares ligados às investigações. A intenção do Executivo é coibir a circulação de bebidas sem comprovação de procedência e impedir que produtos adulterados coloquem vidas em risco. A intoxicação por metanol aparece como possível consequência da higienização indevida de garrafas descartadas, hipótese que integra as linhas de investigação em curso.
A Secretaria de Saúde estadual informou que 2500 ampolas de álcool etílico absoluto foram adquiridas e distribuídas a 20 hospitais para o tratamento de intoxicações. O estado também articulou a utilização do Laboratório de Toxicologia e Análise Forense do Departamento de Química da USP em Ribeirão Preto como referência para acelerar análises toxicológicas. A logística de envio de amostras para esse laboratório foi reforçada para reduzir o tempo de confirmação dos casos.
No âmbito policial, 19 prisões foram realizadas na semana anterior em operações relacionadas à falsificação e comércio irregular de bebidas. Segundo a autoridade presente, até o momento não há evidência de vínculo direto entre os presos e organizações criminosas como o PCC; as apurações seguem para identificar possíveis conexões e antecedentes. A investigação busca mapear toda a cadeia — desde o comércio varejista até distribuidores — por meio do cruzamento de notas fiscais e diligências de campo.
Além das ações repressivas, o governo articula medidas preventivas com o setor privado: associações de bares e restaurantes já orientam associados a descartar garrafas usadas de forma segura, e há projetos em tramitação para tornar obrigatório o descarte adequado de embalagens. A fiscalização estadual incluirá auditorias, operação contínua das vigilâncias sanitárias municipais e ações conjuntas com o Procon para identificar e retirar do mercado bebidas de procedência duvidosa.
Autoridades reforçaram a recomendação de que estabelecimentos exijam e mantenham comprovação fiscal da origem das bebidas comercializadas; a perda do registro estadual foi anunciada como consequência para quem não conseguir comprovar procedência. O objetivo declarado é reduzir a circulação de produtos adulterados e evitar novas intoxicações.
As equipes técnicas mantêm o monitoramento dos casos, a coleta de amostras e a articulação com hospitais para garantir tratamento adequado aos pacientes enquanto as investigações prosseguem.
*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com
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