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Governo Lula impede convocação de Frei Chico e obstrui investigações na CPMI do INSS

A CPMI que investiga fraudes contra aposentados enfrenta resistência e manobras políticas que dificultam a apuração dos responsáveis pelos desvios bilionários.

Por Redação
REDAÇÃO

17/10/2025 • 08:39 • Atualizado em 17/10/2025 • 08:39

Cláudio Humberto
Frei Chico, irmão de Lula

Frei Chico, irmão de Lula

Eduardo Matysiak/Instituto Lula

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS viveu mais um dia de embates políticos. Ontem, a maioria dos membros, alinhados ao governo Lula, impôs derrotas a deputados e senadores que tentavam aprofundar as investigações, incluindo o pedido para convocar Frei Chico, irmão do presidente Lula, e vice-presidente do sindicato Sindinap, envolvido no esquema de desvio de recursos.

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Apesar das provas e documentos obtidos, como quebras de sigilo e relatórios do COAF, que indicam a movimentação de mais de um bilhão de reais por sindicatos e entidades vinculadas ao governo, a convocação de Frei Chico foi rejeitada, com os governistas se unindo para barrar o avanço da investigação. Para os parlamentares contrários ao governo, a negativa demonstra a falta de interesse do governo em apurar o escândalo.

Além disso, o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, também foi alvo de requerimentos para a quebra de sigilos, mas essa votação também foi suspensa pela maioria governista. Em outro momento da sessão, a CPMI ouviu Cícero Marcelino de Souza Santos, acusado de movimentar grandes quantias de dinheiro como laranja do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), que está sendo investigada pela comissão. Apesar de suas tentativas de manipular o depoimento, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, demonstrou resistência, afirmando que o foco da investigação deve ser nos "tubarões" e não em "peixes pequenos".

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, fez um desabafo contundente, criticando as manobras políticas para abafar a investigação e destacando o impacto do esquema, que teria desviado pelo menos 6,3 bilhões de reais dos aposentados e pensionistas, com a Controladoria Geral da União apontando que 97% dos descontos foram ilegais.

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