
Frete de caminhões
Reprodução/Agência Brasil
O aumento do diesel e as reclamações de caminhoneiros sobre o valor do frete levaram o governo federal a anunciar novas medidas para o setor nesta quarta-feira (18). A principal ação será o reforço na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete em todo o Brasil.
A decisão ocorre em meio à pressão da categoria, que aponta prejuízos com o alto custo do combustível e o descumprimento da tabela obrigatória por parte de empresas contratantes.
Fiscalização eletrônica e punições mais duras
Segundo o Ministério dos Transportes, o controle dos fretes passará a ser feito de forma eletrônica, permitindo identificar irregularidades com mais rapidez.
Entre as punições previstas estão a suspensão do registro de empresas que descumprirem a tabela mínima e até a cassação em casos de reincidência. A medida também prevê responsabilização não só das empresas, mas também dos contratantes e proprietários.
De acordo com o governo, cerca de 80% das empresas cumprem o piso, mas os 20% que desrespeitam concentram grande impacto na economia.
Diesel em alta pressiona setor
Desde o fim de fevereiro, o preço do diesel acumulou alta significativa, próxima de 19%, o que tem pressionado diretamente o custo do frete.
O governo atribui parte desse aumento ao cenário internacional, com tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, que impactam o preço do petróleo.
Impacto direto no bolso do consumidor
Representantes do setor de transporte afirmam que o aumento do diesel já está sendo repassado para os preços dos produtos, especialmente alimentos e itens de consumo básico.
O combustível pode representar de 10% a até 50% do custo das operações de transporte, o que torna inviável absorver os reajustes sem repasse.
Medida tenta evitar nova crise no setor
A tabela do frete foi criada após a paralisação dos caminhoneiros em 2018 e estabelece valores mínimos conforme distância, tipo de carga e outros fatores.
Agora, com a nova rodada de fiscalização, o governo tenta evitar distorções no mercado e conter uma possível nova crise no setor logístico.
A expectativa é entender como as medidas serão recebidas pelos caminhoneiros e se terão efeito prático na redução dos conflitos entre transportadores e empresas.
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