
Brasil rebate críticas da ONU na COP30
© Bruno Peres/Agência Brasil
O governo brasileiro diz que todas as queixas da ONU sobre questões que envolvem a organização da COP30 estão sendo atendidas e as falhas, corrigidas.
As reclamações foram protocoladas numa carta assinada pelo secretário-executivo sobre Mudanças do Clima das Nações, Simon Stiell.
No documento, ele diz que autoridades federais e estaduais deixaram de garantir condições básicas de segurança, infraestrutura e apoio logístico exigidas no evento.
E cita que houve falha operacional quando ativistas invadiram a área principal da conferência, a Zona Azul.
Simon Stiell apontou ainda problemas de infraestrutura, como ar-condicionado estragado, excesso de calor, banheiros sem água, filas longas para alimentação.
O governo brasileiro alega que não participou das decisões sobre o esquema de segurança adotado durante os protestos, já que a responsabilidade é da ONU.
E destaca que foram instalados novos aparelhos de ar-condicionado e unidades adicionais em tendas e salas com falhas.
Ontem, a União Europeia anunciou um investimento no Fundo Amazônia, promessa que tinha sido feita em 2023; no total, serão destinados 123 milhões de reais.
O valor se soma ao que Suíça, Estados Unidos, Reino Unido, Dinamarca, Noruega e Alemanha também repassaram ao longo dos anos.
A quinta-feira foi dia de foco na saúde; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, indicou a dengue como um problema ligado às mudanças climáticas.
A construção civil sustentável é um dos destaques na COP30.
Uma das gigantes do setor, a Saint-Gobain projeta, fabrica e distribui materiais e serviços no mundo todo.
A empresa criou um observatório da construção sustentável com o objetivo de reduzir a emissão de gases na produção e o consumo de energia nas obras prontas.
O Brasil tem encontrado dificuldades na conferência para avançar no debate sobre a chamada adaptação climática.
Um grupo de 54 países africanos quer adiar as resoluções sobre o tema, que é uma das prioridades do governo federal.
A ideia é criar cerca de 100 indicadores que permitam medir o progresso das nações para se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas, como secas e tempestades.
Os africanos pretendem discutir esses indicadores só em 2027, quando a COP será na Etiópia.
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