Em um movimento que sinaliza uma tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio, o governo de Donald Trump enviou uma proposta de cessar-fogo ao Irã. O documento, que possui 15 itens e foi entregue por intermédio do Paquistão, foi prontamente rejeitado pelo governo iraniano, que o classificou como "excessivo e desconectado da realidade", um verdadeiro "termo de rendição".
A proposta americana incluía exigências como o fim do programa nuclear iraniano, com acesso de observadores internacionais, a redução do número e do alcance de mísseis, e a criação de uma "zona marítima livre" no Estreito de Ormuz. Em resposta, a TV estatal iraniana divulgou as contrapropostas do Irã para o fim da guerra, que incluem o fim completo das "agressões e assassinatos", garantias de que a guerra não será retomada e o pagamento de indenizações.
Análise: uma proposta "inaceitável" e a pressão sobre Trump
Durante o Jornal Gente, o jornalista Zaidan analisou o impasse e afirmou que a proposta americana era, de fato, "inaceitável". "São termos de rendição, e não há nenhum motivo até aqui para que o Irã assine um termo de rendição, nem militar, nem político", declarou Zaidan. Ele destacou que exigências como a redução do arsenal de mísseis, a principal arma de defesa iraniana, jamais seriam aceitas.
A análise aponta que, na verdade, quem está sob maior pressão é o próprio Donald Trump. A guerra, que tem um custo diário de pelo menos 2 bilhões de dólares, e o risco de baixas americanas, podem custar ao Partido Republicano a maioria no Congresso nas eleições de novembro, o que, segundo o próprio Trump, poderia resultar em um processo de impeachment. A última pesquisa já mostra uma "redução brutal" no apoio ao presidente, que caiu para 36%.
Quem pode mediar o conflito?
A grande questão que paira é a ausência de um mediador no conflito. Como os Estados Unidos são parte ativa da guerra, eles não podem exercer o papel que costumam ter em outras crises internacionais. Para Zaidan, as possibilidades de mediação recaem sobre um bloco de países que mantêm canais de diálogo com ambos os lados, como Turquia, Egito e Paquistão.
"A Turquia tem capacidade de fazer uma mediação", afirmou, destacando que o país, embora rival regional, tem defendido o direito do Irã de se defender. Outra potência que poderia ser requisitada é a China, devido à sua enorme influência econômica sobre todos os envolvidos. No entanto, enquanto os ataques de Israel e dos EUA continuarem, e o Irã seguir respondendo, qualquer esforço de mediação se torna inútil. "Enquanto ele tiver um único míssil, ele não se renderá", concluiu Zaidan.
*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com.br
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