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Guerra no Oriente Médio escala e temor de conflito regional aumenta

Israel intensifica bombardeios em Beirute, civis fogem e França tenta mediar para evitar guerra total no Líbano; tensão se espalha pela região.

Por Redação
REDAÇÃO

06/03/2026 • 09:47 • Atualizado em 06/03/2026 • 09:47

Conflito entre os EUA e Israel com o Irã

Conflito entre os EUA e Israel com o Irã

Majid Asgaripour/WANA

O conflito no Oriente Médio viveu uma forte escalada nesta sexta-feira, completando o sétimo dia de hostilidades com o aumento do temor de uma guerra generalizada na região. O Líbano amanheceu sob um novo e intenso ataque em sua capital, Beirute, enquanto ataques noturnos foram registrados contra o Irã e o Azerbaijão. A comunidade internacional acompanha com apreensão, e líderes europeus tentam mediar para evitar um desastre humanitário ainda maior.

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O foco da violência se concentrou no Líbano, onde uma grande coluna de fumaça foi vista no subúrbio sul de Beirute, área considerada um reduto do grupo xiita Hezbollah. A cidade está sob forte bombardeio israelense desde segunda-feira, em retaliação a um ataque com foguetes e drones lançado pelo Hezbollah após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Nos últimos dias, ao menos 26 ataques foram registrados na região de Beirute. A retórica política também subiu de tom, com o ministro da Defesa de Israel ameaçando transformar Beirute em "uma nova Gaza".

A violência não se limita à capital. No sul do país, na fronteira com Israel, os confrontos se intensificaram com o avanço de tropas terrestres israelenses. Diante da escalada, milhares de civis continuam a deixar suas casas, tanto no sul do Líbano quanto nos bairros do sul de Beirute. As estradas registram trânsito intenso de famílias que fogem levando o que podem. Entre elas, há muitos brasileiros, como a farmacêutica Kátia Bassi, que, em um relato emocionado de Beirute, descreveu o drama vivido. "A sensação é de muita tristeza, muita tensão, principalmente pelas pessoas que estão saindo das suas casas, procurando alojamento com crianças nesse frio. É de cortar o coração", disse ela, pedindo orações pelo Líbano.

A tensão se espalhou por toda a região. Em Israel, sirenes de alerta voltaram a soar em Tel Aviv, onde pelo menos cinco mísseis foram interceptados. Nos Emirados Árabes Unidos, moradores de Dubai receberam alertas em seus celulares com a orientação de permanecerem dentro de casa.

Líderes europeus observam o cenário com preocupação. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que seu país está atuando diplomaticamente para evitar uma nova guerra no Líbano. Macron declarou apoio ao governo libanês para que assuma o controle da segurança em seu território e anunciou o reforço da cooperação militar, incluindo apoio logístico e equipamentos para as forças armadas do país. O temor é que a escalada de ataques entre Israel e o Hezbollah, com o envolvimento direto do Irã, arraste todo o Oriente Médio para um conflito de consequências imprevisíveis.

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