
Ataque em Beirute
REUTERS/Stringer
A crise no Oriente Médio atingiu um novo e perigoso patamar nesta sexta-feira, ao completar seu 14º dia. As Forças de Defesa de Israel confirmaram a realização de ataques aéreos contra Teerã, capital do Irã, e emitiram alertas para a evacuação de áreas no sul de Beirute, capital do Líbano. A escalada marca uma das ofensivas mais diretas desde o início do conflito, que já acumula um trágico saldo de mais de duas mil pessoas mortas, a maioria delas iranianas e libanesas. Até o momento, não há informações detalhadas sobre vítimas nos bombardeios mais recentes.
Em meio à crescente tensão militar, o Irã apresentou seu novo líder supremo, Mostaba Kaminei, que fez seu primeiro pronunciamento oficial à nação ontem. Em um texto lido na emissora estatal, Kaminei adotou um tom duro, prometendo "vingança pelo sangue dos iranianos mortos". Ao mesmo tempo, buscou equilibrar a retórica ao defender a manutenção de boas relações com os países vizinhos. A medida mais impactante anunciada pelo novo líder foi a garantia do fechamento do Estreito de Ormuz, a rota comercial de petróleo mais importante do mundo. Ele afirmou que o bloqueio será mantido como um "instrumento de pressão", elevando drasticamente os riscos para a economia global. Desde o início da guerra, 18 navios petroleiros já foram atacados na região.
A ameaça ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz provocou um choque imediato nos mercados de energia. O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a subir, atingindo a marca de 101 dólares. Em resposta à instabilidade e como forma de mitigar o impacto no fornecimento global, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma medida de emergência: a revogação temporária das sanções contra o petróleo russo. Pelos próximos 30 dias, países poderão comprar o produto da Rússia sem sofrerem penalizações, uma tentativa de estabilizar os preços e garantir alternativas energéticas.
A volatilidade do conflito se estendeu para além das fronteiras imediatas. Hoje, um grupo que apoia o Irã reivindicou a autoria da derrubada de um avião-tanque dos Estados Unidos, em uma ação na qual ninguém sobreviveu. Em um incidente separado, duas pessoas morreram em Omã após serem atingidas por destroços de drones iranianos.
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