Um homem de 25 anos foi preso pela Polícia Civil em Porto Alegre durante uma operação contra uma quadrilha especializada em roubo de celulares. O caso chamou a atenção pelo fato de o criminoso estar usando não uma, mas duas tornozeleiras eletrônicas, o que gerou surpresa e questionamentos sobre a eficácia dos sistemas de monitoramento no Brasil.
De acordo com a polícia, o homem tem um extenso histórico criminal, incluindo antecedentes por roubo e assassinato. Ele estava sendo monitorado por dois programas distintos de tornozeleiras eletrônicas. A primeira, vinculada ao sistema de execução penal, e a segunda, uma medida preventiva de controle de agressores de violência doméstica, conforme estabelecido pela Lei Maria da Penha. A situação inusitada revela as falhas do sistema e a dificuldade de impedir a atuação de criminosos, mesmo sob vigilância eletrônica.
A prisão ocorreu durante a segunda fase de uma operação contra o roubo de celulares, que já havia iniciado em setembro com a detenção de outros cinco membros da quadrilha. O grupo atuava principalmente no bairro Restinga, na zona sul de Porto Alegre. O modus operandi envolvia comprar celulares em lojas da cidade e solicitar pagamento apenas na entrega, quando os criminosos abordavam os motoboys com armas. A estimativa do prejuízo causado às lojas de Porto Alegre é de pelo menos R$ 100 mil.
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