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Incêndio na COP30 paralisa negociações e gera repercussão internacional

Fogo no Pavilhão Azul expõe falhas estruturais, suspende plenárias e mancha imagem do Brasil no evento climático

Por Redação
REDAÇÃO

21/11/2025 • 11:16 • Atualizado em 21/11/2025 • 11:16

Incêndio na COP30: staff e bombeiros tentam conter o fogo

Incêndio na COP30: staff e bombeiros tentam conter o fogo

Douglas Pingituro/Reuters

Um incêndio no Pavilhão Azul da COP30, em Belém do Pará, provocou a suspensão das negociações climáticas na véspera do encerramento da conferência. A área atingida abrigava estandes dos países participantes e era considerada o centro das discussões políticas e diplomáticas do evento. O fogo, que começou por volta das 14h de quinta-feira (20), só permitiu a retomada parcial das atividades às 21h.

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Segundo a repórter Isabela Mota, da BandNews, o incêndio obrigou a evacuação completa do local. Dezenove pessoas foram atendidas por inalação de fumaça e duas tiveram crises de ansiedade. Não houve feridos com queimaduras. A estrutura afetada era temporária, montada com tendas para abrigar a Zona Azul. A principal suspeita é de um curto-circuito causado pelo uso de um micro-ondas em rede elétrica sobrecarregada.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que os materiais utilizados eram “anti-chamas” e que todos os critérios técnicos foram respeitados. A área permanecerá interditada até o fim do evento. O espaço foi construído em parceria entre os governos do Pará e federal, com organização da ONU.

A repercussão foi imediata. Veículos internacionais como BBC, Reuters, Associated Press, Clarín e The New York Times destacaram o episódio, apontando atrasos nas negociações e condições precárias de infraestrutura. Um repórter britânico chegou a narrar as chamas em tempo real para o Reino Unido. O incêndio ocorre em meio a relatos de problemas logísticos, preços abusivos e críticas à segurança, que já marcavam negativamente a conferência.

O jornalista Felipe Killing, de Londres, reforçou que o episódio contribui para a imagem negativa do evento. “É uma COP marcada por polêmicas. E agora esse incêndio repercute mais do que comunicados oficiais”, afirmou.

Pedro Campos, que acompanhou a conferência in loco, relatou a precariedade da estrutura elétrica e o uso excessivo de tomadas e equipamentos eletrônicos. “Você olha para a tomada e está tudo enfiado. Se houve mesmo um curto-circuito por conta de um micro-ondas, foi um erro primário de dimensionamento elétrico”, disse.

O incidente agravou a crise de imagem da COP30, considerada a “COP da Amazônia”. Com a paralisação das negociações em pleno momento decisivo sobre financiamento climático e combustíveis fósseis, o evento termina marcado por uma sequência de falhas estruturais e diplomáticas.

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