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Infrações de motociclistas disparam em SP e colocam segurança no trânsito em alerta

CET registra aumento de 75% nas autuações por desrespeito ao sinal vermelho; tráfego na contramão também preocupa autoridades.

GUILHERME OLIVEIRA

17/11/2025 • 10:16 • Atualizado em 17/11/2025 • 10:16

Motos

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AEN

O desrespeito às regras de trânsito por parte de motociclistas se tornou uma preocupação crescente em São Paulo. Avanços de sinal vermelho e circulação na contramão são práticas cada vez mais comuns, especialmente em corredores de tráfego intenso. A Rádio Bandeirantes recebeu relatos de ouvintes de todas as regiões da cidade sobre a imprudência no trânsito envolvendo motos.

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Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), somente no primeiro trimestre de 2025, foram aplicadas 14.067 multas a motociclistas por avanço de sinal vermelho. No mesmo período de 2024, foram cerca de 8 mil infrações, o que representa um aumento de 75% em um ano.

Em contrapartida, os registros de motociclistas trafegando na contramão somaram apenas 385 autuações entre janeiro e março de 2025. O número reduzido, no entanto, não significa menor ocorrência: esse tipo de infração só pode ser registrada por agentes de trânsito em campo, já que não há fiscalização eletrônica para esse tipo de conduta, como ocorre nos semáforos.

As infrações geram não apenas multas, mas colocam em risco a vida dos próprios condutores e de pedestres, especialmente em cruzamentos e vias de mão única. O problema atinge todas as zonas da capital e tem sido denunciado com frequência por motoristas, ciclistas e pedestres.

Em nota oficial, a Prefeitura de São Paulo afirmou que realiza um trabalho contínuo de educação e fiscalização no trânsito, com ações voltadas especialmente para motociclistas. A gestão municipal afirma ainda que ampliou campanhas educativas e atua junto à CET e à Guarda Civil Metropolitana para coibir práticas perigosas.

Especialistas apontam que o aumento no número de motos circulando nas cidades, impulsionado por aplicativos de entrega e transporte, tornou ainda mais urgente o debate sobre formação, fiscalização e responsabilidade no trânsito.

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