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Investidores cobram respostas após sumiço de R$ 1 bilhão em fintech

Mais de 3 mil clientes relatam falta de acesso a aplicações e rendimentos; polícia investiga possível golpe financeiro.

Da redação
DA REDAÇÃO

12/05/2026 • 13:51 • Atualizado em 12/05/2026 • 13:51

Fintech é investigada pelo sumiço de R$ 1 bilhão

Fintech é investigada pelo sumiço de R$ 1 bilhão

Band TV

Mais de 3 mil investidores vivem dias de apreensão após o desaparecimento de cerca de R$ 1 bilhão aplicado na Naskar Gestão de Ativos, empresa que atuava nos mercados de Brasília e São Paulo há aproximadamente uma década.

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Os clientes relatam que perderam acesso aos aplicativos da fintech, deixaram de receber os rendimentos prometidos e não conseguem contato com representantes da empresa. O caso já é investigado pela polícia e levanta suspeitas de golpe financeiro e possível esquema de pirâmide.

Aplicativos pararam de funcionar

Segundo investidores, os problemas começaram no início de maio, quando o aplicativo utilizado para acompanhar aplicações e rendimentos simplesmente deixou de funcionar.

Sem acesso às contas, os clientes passaram a procurar informações junto aos assessores responsáveis pela captação dos investimentos. No entanto, os próprios intermediários afirmam desconhecer o paradeiro dos responsáveis pela empresa e alegam não ter recebido explicações da direção da fintech.

A Naskar operava de forma totalmente digital, sem atendimento físico aos clientes.

Promessa de altos rendimentos atraiu investidores

A fintech prometia rentabilidade de cerca de 2% ao mês, índice considerado elevado em comparação ao mercado financeiro tradicional.

O valor mínimo de entrada era de aproximadamente R$ 30 mil, mas há relatos de investidores que aplicaram quantias superiores a R$ 1 milhão.

Especialistas alertam que promessas de rendimentos muito acima da média podem ser sinais de operações de alto risco ou até de esquemas fraudulentos.

Polícia investiga possível golpe

Com a falta de respostas, investidores registraram boletins de ocorrência e começaram a ingressar na Justiça em busca de informações e ressarcimento.

Advogados que representam parte dos clientes afirmam que existem indícios compatíveis com pirâmide financeira, embora a investigação ainda esteja em andamento.

A empresa divulgou apenas uma nota breve alegando que passa por uma auditoria interna e que novas informações seriam divulgadas posteriormente.

Mercado financeiro exige atenção redobrada

O caso reacende o alerta sobre os riscos envolvendo fintechs sem fiscalização clara ou promessas de ganhos elevados.

Autoridades e especialistas reforçam a necessidade de verificar registro, regulamentação e histórico das empresas antes de realizar aplicações financeiras, principalmente em plataformas digitais que operam fora dos grandes bancos tradicionais.