Resumo
O Japão conseguiu negociar uma redução de tarifas de 25% para 15% com os Estados Unidos, enquanto o Brasil permanece sem resposta diante do aumento tarifário de 50% anunciado por Donald Trump;
Sucesso japonês foi atribuído à abordagem técnica e pragmática nas negociações, focadas no setor automotivo e ao compromisso de investir e gerar empregos nos EUA, aspectos bem recebidos por Trump;
Sem ação diplomática efetiva, o Brasil enfrenta riscos econômicos significativos, com importadores americanos já solicitando o bloqueio de embarques brasileiros devido ao temor das novas tarifas, que começam a valer em 1º de agosto.
Enquanto o Brasil segue sem reação diante do tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump, o Japão conseguiu fechar um acordo com os Estados Unidos e garantiu uma redução tarifária significativa para seus produtos — de 25% para 15%. A informação foi detalhada pelo correspondente Eduardo Barão, direto de Nova Iorque, em participação no Jornal Gente.
O contraste entre os dois países revela como estratégia, pragmatismo e investimento foram determinantes para o desfecho positivo dos japoneses — e como a inércia diplomática brasileira pode custar caro.
“O Japão foi pragmático, colocou os interesses do país na frente do discurso. O Brasil até agora não fez nada”, disse Barão. Mas quais foram as razões para o Japão conseguir este acordo?
1. Diálogo direto e técnico
As negociações entre Japão e Estados Unidos começaram ainda em abril, logo após o primeiro anúncio do tarifácio. O Japão optou por um caminho técnico e diplomático, sem tensionamentos ideológicos. A conversa se concentrou em pontos comerciais concretos, principalmente no setor automotivo, responsável por boa parte das exportações japonesas aos EUA.
2. Compromisso de investimento nos EUA
Um dos principais trunfos da diplomacia japonesa foi o compromisso de instalar fábricas e gerar empregos nos Estados Unidos. Trump comemorou publicamente o acordo e destacou que o Japão “vai abrir fábricas aqui e colocar dinheiro no país” — ponto essencial para o discurso de proteção da indústria doméstica, central em sua política comercial.
3. Interesse mútuo e histórico comercial sólido
O Japão é um dos maiores parceiros comerciais dos EUA e também o maior investidor estrangeiro direto no país. Essa relação histórica e estável facilitou a criação de um ambiente de negociação com base em confiança mútua.
E o Brasil?
Enquanto o Japão garantiu alívio tarifário e estabilidade para suas exportações, o Brasil segue sem avanço algum. Barão relatou que importadores americanos já pedem o bloqueio de embarques brasileiros, temendo que os produtos cheguem após 1º de agosto e sejam taxados em 50%.
“Há uma pressão enorme no Congresso americano e entre lobistas. Mas, na prática, não há sinal de que Trump vá adiar ou negociar com o Brasil”, explicou Barão.
A ausência de resposta brasileira preocupa empresários, produtores e até governadores de estado, que agora tentam assumir o papel da diplomacia federal. Faltam poucos dias para que as tarifas entrem em vigor, e até o momento não há nenhum indicativo de reunião, proposta ou contraponto oficial do governo Lula.
O texto foi gerado artificialmente e foi revisado por Band.com.br.


