
Protestos no Irã
RS/Fotos Públicas
O Irã enfrenta uma onda de protestos internos acompanhada de forte repressão promovida pelo regime teocrático dos aiatolás. Organismos internacionais estimam mais de 500 mortes em ações de milícias do governo contra manifestações que contestam a continuidade do atual sistema político e a grave crise econômica no país.
Os protestos no Irã ocorrem em meio ao enfraquecimento do regime após o bombardeio ordenado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra instalações nucleares iranianas no fim de 2025. A operação expôs fragilidades estruturais do governo e agravou a instabilidade política interna.
Ao longo de quatro décadas, o Irã se consolidou como um fator de instabilidade no Oriente Médio, com atuação direta contra Israel e influência em conflitos envolvendo países árabes, como a Arábia Saudita. O regime financiou grupos armados conhecidos como eixo da resistência, entre eles Hezbollah, Hamas e os hutis, que atuam na região.
A crise atual também reflete o contraste entre uma população jovem, conectada à internet e inserida em uma sociedade moderna, e um governo baseado em um sistema religioso rígido. Ainda é incerto se as manifestações terão força para provocar mudanças políticas, mas analistas avaliam que o regime nunca esteve tão pressionado em sua história recente.
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