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Israel convoca 450 mil reservistas e receio de invasão no Líbano aumenta

Conflito entra no 17º dia com Irã atacando centros financeiros do Golfo, preço do petróleo disparando e EUA tentando formar coalizão militar para liberar o Estreito de Hormuz.

Por Redação
REDAÇÃO

16/03/2026 • 09:44 • Atualizado em 16/03/2026 • 09:44

Ataque em Beirute

Ataque em Beirute

REUTERS/Stringer

A guerra no Oriente Médio, que hoje completa seu 17º dia, atingiu um novo e perigoso patamar de escalada. O Irã expandiu sua estratégia para além dos bombardeios contínuos contra Israel, atacando diretamente o coração financeiro do Golfo com drones que atingiram portos, aeroportos e instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos. O ataque em Abu Dhabi resultou na morte de uma pessoa, marcando uma escalada significativa na ofensiva iraniana.

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Paralelamente, o Irã mantém o controle sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde circulam cerca de 20% do petróleo global. Essa ação provocou um aumento de 40% no preço do barril desde o início do conflito, que já ultrapassa a barreira dos 100 dólares, gerando uma imensa pressão inflacionária sobre a economia mundial. Em resposta, os 31 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) começaram a liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado.

Diante do bloqueio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma forte ofensiva diplomática para formar uma frente internacional. O objetivo é reunir navios de guerra de nações aliadas para liberar o Estreito de Ormuz e proteger as embarcações petroleiras. O convite foi estendido até para a China, que é o destino de 90% do petróleo iraniano exportado pela rota. No entanto, a proposta enfrenta forte resistência. Líderes de países como Austrália, França, Japão e Reino Unido já afirmaram que não pretendem enviar embarcações, demonstrando hesitação em se envolverem em um conflito que consideram ter sido iniciado por Israel e pelos EUA sem consulta prévia aos aliados.

A recusa gerou uma resposta dura de Trump, que ameaçou o futuro da OTAN, afirmando que a resposta negativa de um aliado é "muito ruim" para a aliança militar. A pressão também recai sobre Pequim, com a ameaça de adiamento de uma cúpula sino-americana crucial para as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Enquanto a diplomacia patina, a presença militar americana na região se intensifica. O navio de assalto anfíbio USS Tripoli, transportando 2 mil fuzileiros navais de elite e modernos caças F-35, está a caminho da zona de conflito, aumentando o potencial para operações terrestres. Do outro lado, Israel convocou 450 mil reservistas e anunciou "incursões terrestres pontuais" no Líbano, aumentando o temor de uma invasão em larga escala.

A situação humanitária se deteriora a cada dia. Beirute e o sul do Líbano continuam sob fortes bombardeios, com o número de mortos ultrapassando 800 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, segundo a Cruz Vermelha. A crise já provocou o deslocamento de mais de 800 mil libaneses, o que equivale a 15% da população do país.

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