
Benjamin Netanyahu
Reuters
O primeiro-ministro de Israel vai conversar hoje com o presidente do Líbano sobre a situação no Oriente Médio.
A informação foi confirmada por um membro do gabinete de Benjamin Netanyahu e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Será a primeira vez em cerca de 30 anos que líderes dos dois países vão ter um diálogo oficial.
Do lado libanês, no entanto, não há confirmação de que a conversa de Netanyahu com Joseph Aoun vai acontecer.
Desde início de março, ataques israelenses destroem bairros libaneses - mais de 2 mil e 100 civis morreram e cerca de um milhão deixaram as casas.
Israel também tem realizado uma invasão por terra ao sul do Líbano.
O comando do Exército de Israel afirmou ter ordenado a criação de uma "zona de extermínio" do Hezbollah na região, até o rio Litani.
Os Estados Unidos pressionam pelo cessar-fogo já que os ataques no Líbano prejudicam um acordo de paz com o Irã.
O governo libanês pediu à ONU a apresentação de uma queixa urgente sobre o dia mais devastador dos ataques: 8 de abril, quando 300 pessoas morreram em ataques com 160 bombas.
Ghadir Baalbaki, de 19 anos, foi uma das vítimas enterradas em um cemitério improvisado na cidade de Tiro, no Sul do país.
Ela estava sentada na rua quando foi atingida por estilhaços de um míssil israelense.
O governo francês defende a inclusão do Líbano na trégua e já condenou os ataques "indiscriminados" de Israel.
O embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, rejeitou os apelos e disse que quer o país europeu fora das negociações.
Já na Faixa de Gaza, duas pessoas morreram em um ataque de Israel próximo a uma escola.
No conflito entre Irã e Estados Unidos, autoridades do Paquistão disseram que os países vão voltar a negociar, ainda sem data definida.
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