
Líbano
Reprodução
A crise no Líbano escalou drasticamente após Israel lançar seu maior bombardeio desde o início do conflito, há 41 dias. Em uma ofensiva que durou apenas 10 minutos, 50 caças israelenses despejaram 160 bombas sobre 100 alvos espalhados por todo o território libanês, incluindo a capital, Beirute. A ação, realizada sem aviso prévio, impediu a evacuação de civis e deixou um rastro de destruição.
Segundo informações da Cruz Vermelha, nas últimas 24 horas, os ataques resultaram em mais de 250 mortos e mais de mil feridos. O número total de vítimas fatais desde o começo de março já se aproxima de 2 mil, com mais de um milhão de pessoas deslocadas dentro do país. Sob o pretexto de combater o Hezbollah — Israel afirmou ter eliminado um alto dirigente da milícia —, civis estão sendo assassinados em uma ofensiva que a comunidade internacional já condena veementemente.
A ação militar põe em xeque um frágil acordo de cessar-fogo que deveria durar duas semanas. Enquanto o Irã acusa Israel de violação, o governo israelense e a Casa Branca rebatem, afirmando que o Líbano nunca fez parte das tratativas.
A França, aliada histórica do Líbano, classificou a situação como "inaceitável" e pediu a inclusão imediata do país no acordo de paz. A Espanha acusou o governo de Netanyahu de "desprezo pela vida e pelo direito internacional". O Brasil, lar da maior diáspora libanesa do mundo, também se pronunciou. Em nota, o Itamaraty alertou para o risco de uma nova escalada, reafirmou seu apoio à soberania libanesa e cobrou a suspensão imediata das ações militares de Israel, além do cumprimento de resoluções da ONU.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



