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Israel mantém ofensiva no Líbano apesar de cessar-fogo entre EUA e Irã

Apesar da trégua mediada pelo Paquistão, que levou à reabertura do Estreito de Ormuz, Israel segue com operações. Acordo impacta o preço do petróleo e gera crise de combustíveis.

Por Redação
REDAÇÃO

08/04/2026 • 10:00 • Atualizado em 08/04/2026 • 10:00

Netanyahu

Netanyahu

Ronen Zvulun/Reuters

Israel diz que o acordo de cessar-fogo fechado entre Estados Unidos e Irã não inclui a ofensiva no Líbano e vai seguir com as operações em território libanês.

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A versão é contestada por autoridades do Paquistão, responsável por mediar as negociações entre Estados Unidos e Irã, que ressaltam que a trégua inclui, sim, o Líbano.

O cessar-fogo foi confirmado ontem pouco mais de uma hora e meia antes do fim do prazo para o ultimato dado por Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos tinha ameaçado que "uma civilização inteira morreria em uma noite" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Pouco antes do fim do prazo, Trump recuou e anunciou a suspensão dos bombardeios, desde que o Irã garantisse a reabertura completa e imediata da rota.

Segundo ele, o entendimento se baseia em uma proposta de 10 pontos apresentada por Teerã, considerada uma base viável para avançar nas negociações.

Entre os itens estão o ressarcimento dos estragos causados pela guerra ao Irã, o fim das sanções contra iranianos e a retirada de tropas americanas de bases militares no Oriente Médio.

O Irã também quer o reconhecimento do programa de enriquecimento de urânio do país.

O regime iraniano confirmou que aceitou a trégua de duas semanas e que, nesse período, a passagem pelo Estreito de Ormuz está liberada, mas será monitorada militarmente.

É cogitada a possibilidade de ser cobrada uma taxa para passagem pelo canal, que seria revertida na reconstrução do que foi destruído em ataques no Irã.

Na sexta feira, as duas partes do conflito vão dar início a uma nova fase das negociações, que podem levar à suspensão definitiva da guerra.

Mesmo após o anúncio do cessar-fogo, mísseis foram vistos no céu de Jerusalém, Tel Aviv e na Cisjordânia.

No mercado internacional, o impacto foi imediato.

Com o anúncio do cessar-fogo e da reabertura do Estreito de Ormuz, o preço do barril do petróleo tipo brent despencou.

Pouco antes da confirmação da trégua, a cotação estava em 103 dólares - no momento em que foi anunciado, caiu para 93 dólares, e agora está em 94.

Na Europa, estão em discussão alternativas como resposta à alta dos combustíveis.

A crise já provoca protestos na França e limita o abastecimento de aviões na Itália.

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