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Dívida do São Paulo e gestão Casares geram desconfiança no elenco

Elenco não acredita em superávit divulgado por Júlio Casares e vê falhas na condução financeira do clube, que deve ultrapassar R$ 1 bilhão em 2026.

Por Redação
REDAÇÃO

20/10/2025 • 21:41 • Atualizado em 20/10/2025 • 21:41

Júlio Casares, presidente do São Paulo.

Júlio Casares, presidente do São Paulo.

Lula Marques/ Agência Brasil

Os bastidores do São Paulo voltaram a ferver após novas informações sobre a relação entre elenco e diretoria. Durante o Esporte em Debate, João Paulo Cappellanes revelou que jogadores do Tricolor teriam ironizado o relatório financeiro apresentado recentemente por Júlio Casares, que apontava superávit de R$ 57 milhões.

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Segundo Cappellanes, a reação no elenco foi de descrença total: “Os jogadores debocharam internamente sobre a divulgação desse relatório superavitário. Eles não acreditam no presidente Júlio Casares, porque o clube está devendo dois, três meses de salários.”

O repórter afirmou ainda que o clima de confiança entre diretoria e elenco “ruiu” e que a gestão atual sofre forte desgaste interno. “Os jogadores não acreditam em quem comanda o clube hoje. Essa é a informação que eu recebi e trago em primeira mão.”

Desconfiança sobre números e dívidas

Leandro Quesada endossou a denúncia, dizendo que ouviu relatos de que “números foram inflados” para maquiar a real situação financeira do São Paulo. “Gente ligada a um clube adversário contou pra gente que houve manipulação para dar a impressão de que o negócio não está tão ruim quanto realmente está”, afirmou.

Quesada comparou a prática a gestões anteriores de outros clubes: “Quando um clube começa a inflar número, perde credibilidade. O São Paulo está repetindo erros de quem já fez isso antes.”

O comentarista Danis Gavazzi destacou que a dívida tricolor já se aproxima de R$ 1 bilhão e deve ultrapassar essa marca no próximo ano. “Há três anos, o São Paulo devia R$ 450 milhões. Hoje, deve um bilhão. Essa encrenca toda vem de dois anos pra cá, quando a dívida dobrou.”

Racha político e isolamento de Casares

No debate, Alexandre Praetzel apontou também para o enfraquecimento político do presidente Júlio Casares dentro do próprio clube. Segundo eles, o projeto de reestruturação em Cotia foi engavetado por falta de apoio interno.

“Casares ficou sozinho, ninguém apoiou. E o Carlos Belmonte é contra ele e continua lá dentro”, disse Praetzel, sugerindo que o dirigente pretende disputar a presidência. “O Belmonte deve ter muita informação sobre os bastidores dessa gestão. É um verdadeiro dossiê humano.”

O grupo avaliou que o São Paulo, antes referência de organização, perdeu completamente o rumo. “O São Paulo foi uma grande referência até 2009, 2010. Hoje, está no mesmo nível do Corinthians em termos de crise institucional e financeira”, concluiu Gavazzi.

O texto foi gerado artificialmente e foi revisado por Band.com.br.