
Sede do STF
Divulgação
A Justiça do Trabalho registrou mais de 2 milhões de novos processos no ano de 2024. O número representa uma alta de 14% em relação a 2023.
Foi o terceiro ano consecutivo de recorde de instalação ações trabalhistas. As reclamações constitucionais sobre decisões trabalhistas dispararam 65% no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024.
Questionamentos sobre decisões da Justiça do Trabalho representam hoje 42% do total recebido pela Suprema Corte.
Pela primeira vez na história, existem mais processos trabalhistas do que civis no Supremo.
Especialistas no assunto indicam que a segurança jurídica conquistada na Reforma Trabalhista, aprovada durante o governo Michel Temer, está ameaçada.
Para juristas, o ativismo da Justiça do Trabalho, ou seja, juízes que se recusam a cumprir a lei e seguir o entendimento de cortes superiores e do próprio STF, “vulgarizou o uso da reclamação constitucional, que era algo excepcional.”
Em 2021 o Supremo modificou a penalidade por litigância de má fé e abriu precedente para pedidos abusivos, sem punição para os autores.
A falta de punição incentiva ações excessivas, com a garantia de que não haverá prejuízo com a derrota.
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